
Um músico da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi condenado a 18 meses de prisão por participar de um esquema de fraude em plataformas de streaming que utilizava músicas geradas por inteligência artificial e robôs para aumentar artificialmente o número de reproduções e obter royalties de forma indevida.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Michael Smith, de 54 anos, também foi condenado a dois anos de liberdade supervisionada e teve determinado o confisco de US$ 8.091.843,64, valor equivalente a aproximadamente R$ 40,4 milhões.
De acordo com as autoridades americanas, Smith utilizou músicas produzidas com auxílio de inteligência artificial e sistemas automatizados para gerar grandes volumes de reproduções em plataformas de streaming. O objetivo era inflar artificialmente os números de execução das faixas e direcionar para si valores referentes a direitos autorais e royalties.
O caso foi apontado pelo Departamento de Justiça como o primeiro processo criminal nos Estados Unidos envolvendo fraude em serviços de streaming com utilização de músicas geradas por inteligência artificial.
A investigação identificou que o esquema teria movimentado milhões de dólares por meio da manipulação das plataformas digitais. A utilização de mecanismos automatizados permitia ampliar significativamente o número de reproduções das músicas, fazendo com que elas aparentassem ter maior alcance e popularidade.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o confisco de mais de US$ 8 milhões obtidos com a prática. O caso evidencia os desafios jurídicos relacionados ao uso de inteligência artificial e de sistemas automatizados para manipular plataformas digitais e obter vantagens financeiras indevidas.
(Com informações do Tilt UOL)
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