OpenAI propõe redução da jornada de trabalho e distribuição dos ganhos da IA à população

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Créditos: Hwanchul | iStock

Um relatório divulgado pela OpenAI, responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, defende que os avanços da inteligência artificial sejam direcionados não apenas ao aumento de lucros, mas também à promoção do bem-estar social.

O documento, intitulado “Política Industrial para a Era da Inteligência”, aponta que a expansão da IA deve transformar profundamente o mercado de trabalho, com o surgimento de novas ocupações e o desaparecimento de outras, além da reconfiguração de setores inteiros em ritmo acelerado.

Entre as principais propostas, a empresa sugere a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, incentivando a adoção de semanas de quatro dias (32 horas). A ideia é que o tempo economizado por meio da automação de tarefas seja revertido em mais tempo livre para os trabalhadores, sem prejuízo à produtividade.

O relatório também destaca que a automação de atividades repetitivas e administrativas tende a liberar tempo que deveria ser “devolvido” aos profissionais, seja na forma de folgas ou de jornadas reduzidas. Além disso, propõe o fortalecimento de políticas de proteção social, como o aumento das contribuições para aposentadoria e a ampliação do suporte para cuidados com filhos e idosos.

Outro ponto relevante é a defesa da participação ativa dos trabalhadores na implementação da IA nas empresas. Segundo a OpenAI, os profissionais devem ter voz formal nas decisões sobre o uso da tecnologia, priorizando a eliminação de tarefas perigosas ou exaustivas, em vez de focar exclusivamente em ganhos de produtividade ou mecanismos de vigilância.

O documento também sugere a criação de um fundo para redistribuir parte dos ganhos econômicos gerados pela inteligência artificial à população em geral, independentemente da renda. Por fim, a empresa defende que a IA seja tratada como uma infraestrutura essencial — à semelhança da eletricidade e da internet — e que seu acesso seja ampliado, inclusive para pequenos negócios e comunidades de baixa renda.

(Com informações do G1)

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