STF suspende processos sobre tempo de contribuição em planos de previdência complementar

Data:

início do processo disciplinar

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão nacional dos processos que discutem a constitucionalidade de cláusulas de planos de previdência complementar que exigem igual tempo de contribuição para homens e mulheres para a concessão do benefício integral.

A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário 1.415.115, no qual a Corte reconheceu a repercussão geral da matéria (Tema 1.423). Com isso, todos os processos que tratam da mesma controvérsia deverão permanecer suspensos até a definição do entendimento definitivo pelo Tribunal.

Controvérsia jurídica

A discussão envolve regras de determinados planos de previdência complementar que estabelecem período mínimo idêntico de contribuição — 30 anos — para homens e mulheres como requisito para a obtenção do benefício integral.

Participantes desses planos sustentam que a exigência viola o princípio da isonomia, ao ignorar as diferenças historicamente reconhecidas no sistema previdenciário brasileiro, no qual mulheres podem se aposentar com tempo de contribuição inferior ao exigido para os homens no regime geral.

Segundo as autoras da ação, a regra resultaria em uma distorção prática: enquanto homens alcançariam o benefício integral ao completar o período exigido, mulheres que se aposentam em condições equivalentes no sistema previdenciário acabam recebendo complementação proporcional no plano privado.

Suspensão nacional dos processos

Ao reconhecer a repercussão geral, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, destacou que a controvérsia possui potencial impacto em milhares de demandas judiciais em tramitação no país.

Diante disso, o STF determinou a suspensão do andamento de todas as ações que discutem a mesma questão jurídica, medida destinada a evitar decisões divergentes entre tribunais e assegurar maior segurança jurídica até o julgamento definitivo da tese.

O entendimento que vier a ser fixado pelo Supremo deverá orientar as decisões das demais instâncias do Judiciário em processos semelhantes.

Processo: RE 1.415.115.

Veja o acórdão.

(Com informações do Migalhas)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Pesquisador usa inteligência artificial para criar malware e tentar extorquir empresas

Relatório da CrowdStrike identificou o malware PhantomRaven, supostamente desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e distribuído por meio de pacotes maliciosos no npm. O código teria sido utilizado para obter credenciais de desenvolvedores e, posteriormente, pressionar empresas com alegações de vulnerabilidades em seus sistemas. Em resposta à ameaça, o npm adotou medidas para restringir a execução automática de comandos durante instalações.

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Governo prepara medida provisória para proibir jogos on-line e restringir apostas esportivas

O governo federal prepara uma medida provisória que poderá proibir jogos on-line e restringir apostas esportivas no Brasil. O texto ainda está em elaboração e poderá sofrer alterações antes de sua eventual publicação. A proposta tem como uma das justificativas o enfrentamento do vício em apostas e do endividamento, além de poder produzir impactos sobre o mercado de apostas e os patrocínios esportivos.

Debate sobre “IApocalipse” amplia discussões jurídicas sobre controle da inteligência artificial

O avanço de sistemas de inteligência artificial reacendeu o debate sobre segurança, controle e governança tecnológica. Pesquisadores de empresas do setor fizeram alertas sobre possíveis riscos de sistemas altamente autônomos, enquanto governos, empresas e especialistas discutem mecanismos de supervisão e contenção.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo