
Reguladores da União Europeia (UE) iniciaram nesta terça-feira (17) uma investigação formal contra a varejista chinesa Shein, após suspeitas de que a empresa não teria adotado medidas suficientes para impedir a venda de produtos ilegais, como bonecas sexuais com aparência infantil e armas. A Comissão Europeia também questiona o que considera um “design potencialmente viciante” da plataforma.
A apuração se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que exige que plataformas online implementem mecanismos adicionais para proteger os usuários e remover conteúdos ou produtos proibidos. Caso seja constatada não conformidade, a Shein poderá ser obrigada a alterar suas práticas ou sofrer penalidades financeiras.
Um dos principais pontos da investigação é verificar se a Shein possui salvaguardas adequadas para evitar a venda desses produtos ilegais. Em novembro de 2025, autoridades francesas identificaram a comercialização de bonecas sexuais com características infantis e grandes quantidades de armas ilegais no marketplace da empresa, incluindo armas de fogo, facas e facões.
Disputa na França
O governo francês chegou a tentar suspender o acesso ao site da Shein no país, mas um tribunal bloqueou a medida e solicitou que a Comissão Europeia conduzisse a investigação. Na época, a Comissão expressou preocupação de que o sistema da Shein represente um “risco sistêmico para os consumidores” da UE.
Além disso, a apuração avaliará se a plataforma possui mecanismos para mitigar riscos relacionados ao design viciante, como a oferta de pontos ou recompensas por engajamento, e examinará a transparência dos sistemas de recomendação, que sugerem produtos aos usuários, questionando se há clareza sobre os critérios de priorização desses itens.
Resposta da Shein
A empresa afirmou que leva suas obrigações a sério e continuará cooperando com a Comissão Europeia. Segundo a Shein, investimentos significativos foram feitos para fortalecer a conformidade com a DSA, incluindo “avaliações abrangentes de riscos sistêmicos, estruturas de mitigação, proteções reforçadas para usuários jovens e aprimoramento contínuo da experiência segura e confiável na plataforma”.
“Proteger menores e reduzir o risco de conteúdos e comportamentos prejudiciais está no centro de como desenvolvemos e operamos nossa plataforma”, declarou a companhia.
(Com informações da Agência UOL Notícias)
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