Apple aceitará outras lojas de aplicativos no Brasil para encerrar disputa com o Cade

Data:

apple logo on glass window
Photo by Laurenz Heymann on Unsplash

A Apple anunciou que permitirá a existência de outras lojas de aplicativos no sistema iOS no Brasil — além da sua própria App Store — como parte de um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável pela concorrência no país. A medida faz parte da tentativa de encerrar uma investigação antitruste que já dura cerca de três anos.

O caso começou após uma reclamação registrada em 2022 pelo Mercado Livre, que questionou as restrições da Apple sobre como desenvolvedores distribuem apps e realizam compras dentro dos seus aplicativos no iPhone e iPad. Segundo o Cade, as regras da Apple limitavam a concorrência ao impedir canais alternativos de distribuição e métodos de pagamento externos.

No acordo, além de permitir sideloading — ou seja, a instalação de apps por lojas alternativas — a Apple também se compromete a autorizar métodos de pagamento de terceiros para compras dentro de aplicativos, bem como a permitir que desenvolvedores direcionem usuários a meios de pagamento externos.

A empresa terá até 105 dias para implementar essas mudanças, sob pena de multa de até R$ 150 milhões caso não cumpra o compromisso. O acordo terá validade de três anos a partir de sua entrada em vigor e inclui também o encerramento de uma ação judicial que a Apple havia movido contra medidas preventivas decretadas pelo Cade.

A Apple afirmou, em comunicado, que aceitará as alterações para cumprir as exigências do Cade, mas alertou que a abertura do sistema pode gerar riscos à privacidade e à segurança dos usuários

(Com informações do Tilt – UOL por André Romani)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo