CCJ aprova projeto que regulamenta ações de controle de constitucionalidade no STF

Data:

imigrantes
Créditos: rawf8 / Envato Elements

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 3.640/23, que regulamenta o regime jurídico das ações de controle concentrado no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta segue agora ao Senado, a menos que haja recurso para análise pelo plenário da Câmara.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) à proposta original do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), inspirada em anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas presidida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

De acordo com Manente, o substitutivo incorpora ajustes técnicos, mas preserva o objetivo central de regulamentar as ADIs, ADCs, ADOs e ADPFs. Para ele, o projeto traz “inovações legislativas importantes e salutares, que aperfeiçoam o modelo de fiscalização abstrata e concentrada de constitucionalidade”.

Principais alterações

Entre as mudanças previstas, destacam-se:

  • Prazo para julgamento: até 12 meses para apreciação das ações, prorrogáveis mediante justificativa;
  • Modulação de efeitos: necessidade de quórum qualificado de dois terços dos ministros, em vez de maioria simples;
  • Decisões monocráticas: obrigatoriedade de fundamentação e envio ao plenário na sessão seguinte, sob pena de nulidade;
  • Prazos processuais: definição de prazos para manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR);
  • Audiências públicas e amici curiae: critérios mais claros para convocação e admissão.

Divergências

Apesar da aprovação, os deputados Laura Carneiro (PSD-RJ) e Hildo Rocha (MDB-MA) apresentaram votos em separado. Já as emendas ao projeto foram rejeitadas pelo relator, que as considerou inconstitucionais ou incompatíveis com a técnica legislativa.

(Com informações da Agência Câmara de Notícia)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo