CNJ implementa autenticação em dois fatores no PJe para reforçar segurança e combater o golpe do falso advogado

Data:

Sistema PJe do TRF1
Créditos: dusanpetkovic / iStock

A partir desta segunda-feira (3/11), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a exigir autenticação em dois fatores (MFA — Multi-Factor Authentication) para usuários externos — como advogados, partes e demais interessados — que acessam o Processo Judicial Eletrônico (PJe). A medida também será obrigatória para os sistemas Jus.Br e Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ).

A iniciativa atende à Portaria CNJ nº 140/2024 e tem como objetivo reforçar a segurança digital e reduzir o risco de fraudes, como o golpe do falso advogado, em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para enganar partes em processos.

Segundo Luciano Kuppens, chefe da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, a autenticação em dois fatores acrescenta uma camada adicional de proteção contra acessos indevidos. “Embora não exista segurança absoluta, o MFA reduz significativamente as chances de invasão de contas e uso indevido de dados sensíveis”, destacou.

A medida marca o início de um conjunto de ações planejadas pelo CNJ para fortalecer a proteção dos sistemas judiciais. Outras iniciativas estão sendo conduzidas sob a coordenação do conselheiro João Paulo Schoucair, presidente da Comissão de Tecnologia da Informação e Inovação, voltadas a aprimorar a segurança de dados e o controle de acessos.

De acordo com o CNJ, a nova exigência não deve representar dificuldade para os usuários, já que o duplo fator de autenticação é amplamente utilizado em serviços digitais. Os tribunais de todo o país foram orientados a prestar suporte e esclarecimentos aos advogados e demais usuários.

Como funcionará o novo acesso

No primeiro acesso, o usuário deverá escanear um QR Code para vincular o aplicativo autenticador ao sistema. Depois disso, será necessário inserir o código de seis dígitos gerado automaticamente pelo aplicativo — que se renova a cada minuto — sempre que for realizar login.

Entre os aplicativos compatíveis estão Google Authenticator, Microsoft Authenticator e FreeOTP. O procedimento se aplica tanto ao acesso com usuário e senha quanto ao acesso via Certificado Digital.

Usuários que acessam o PJe por meio do GovBR também precisarão habilitar o MFA no próprio aplicativo GovBR, utilizando biometria e conta de nível ouro.

A mudança não afeta usuários internos do Poder Judiciário — como magistrados, servidores e demais profissionais vinculados — que continuarão recebendo os códigos de autenticação via e-mail institucional.

Com essa atualização, o CNJ reforça o compromisso com a segurança, confiabilidade e integridade dos sistemas judiciais eletrônicos, protegendo tanto os profissionais da Justiça quanto os cidadãos.

(Com informações do CNJ)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo