Companhia aérea deve indenizar casal de idosos por falta de assistência em viagem

Data:

Azul Linhas Aéreas Brasileiras
Imagem meramente ilustrativa – Créditos: pzAxe / iStock

Um casal de idosos de Belo Horizonte deverá ser indenizado por uma companhia aérea em razão dos transtornos enfrentados durante viagem com destino a Caxias do Sul (RS). A decisão é da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reformou parcialmente sentença da 4ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte.

Segundo os autos, durante uma escala em Campinas (SP), a aeronave precisou passar por manutenção, o que resultou na realocação do casal para um voo com destino a Florianópolis (SC). Na ocasião, a empresa garantiu hospedagem e transporte. No entanto, os passageiros relataram que, ao chegarem à capital catarinense, ficaram sem a devida assistência, foram encaminhados a hotel com instalações precárias e acabaram obrigados a alugar um veículo para percorrer cerca de 500 quilômetros até o destino final.

Em sua defesa, a companhia aérea sustentou que o atraso decorreu de caso fortuito, relacionado à segurança do voo, e que não poderia ser responsabilizada. Alegou, ainda, que teria fornecido vouchers para transporte e alimentação, suficientes para cobrir as despesas do casal.

Em primeira instância, a indenização foi fixada em R$ 10 mil por danos morais para cada passageiro, além do pagamento de R$ 2.334,94 a título de danos materiais. Inconformada, a empresa recorreu da decisão.

Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Fernando Caldeira Brant, reconheceu que o casal sofreu prejuízos indenizáveis em razão do atraso superior a 28 horas, bem como pelas condições enfrentadas ao longo da viagem. A partir dos comprovantes apresentados, o magistrado concluiu que a companhia não forneceu o transporte adequado até o destino final.

O colegiado, no entanto, deu parcial provimento ao recurso para reduzir o valor da indenização por danos morais para R$ 5 mil por passageiro, adequando-o aos parâmetros adotados em casos semelhantes. A condenação por danos materiais foi mantida.

O acórdão tramita sob o nº 1.0000.25.391045-9/001.

(Com informações do TJ-MG)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça considera ilegal compartilhamento de dados de consumidores para prospecção imobiliária

O TJ-SC manteve decisão que considerou ilegal o tratamento e o compartilhamento de dados pessoais de consumidores para fins de prospecção imobiliária sem comprovação de base legal adequada. A empresa deverá excluir as informações de sua base de dados. O tribunal destacou que a alegação de legítimo interesse, por si só, não basta para justificar o uso dos dados e que cabe à empresa comprovar a regularidade do tratamento conforme as exigências da LGPD.

Ex-regente das Meninas Cantoras de Petrópolis é alvo de medidas protetivas

A Justiça do Rio de Janeiro determinou medidas protetivas contra o ex-maestro Marco Aurélio Xavier após denúncias de supostos abusos sexuais, psicológicos e morais feitas por ex-integrantes das Meninas Cantoras de Petrópolis. Entre as medidas estão a proibição de contato e aproximação das vítimas e testemunhas, restrições a manifestações públicas sobre o caso e multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. O Ministério Público requisitou a abertura de inquérito policial para apurar os fatos.

TJ-SP mantém condenação de hospital por exigir depósito antecipado de R$ 350 mil para internação

O TJ-SP manteve a condenação de um hospital que exigiu depósito antecipado de R$ 350 mil para internar um paciente em situação de urgência e demorou mais de 30 dias para devolver cerca de R$ 306 mil não utilizados. A instituição deverá pagar a restituição em dobro, juros, correção monetária e R$ 10 mil por danos morais.

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo