Comprador tem 10 anos para cobrar corretagem se construtora atrasar entrega, decide STJ

Data:

Imóveis particulares podem sofrer usucapião
Créditos: oatawa / iStock

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o comprador de um imóvel tem até 10 anos para pedir de volta a comissão de corretagem, quando o atraso na entrega do imóvel for culpa da construtora ou incorporadora. Esse entendimento foi fixado sob o sistema de recursos repetitivos, ou seja, deve ser seguido por outros tribunais em casos semelhantes.

O prazo de 10 anos começa a contar a partir do momento em que o comprador fica sabendo que a construtora não vai devolver o dinheiro.

Essa decisão é diferente de outra já tomada pelo STJ (Tema 938), que definiu o prazo de 3 anos para pedir a devolução da corretagem quando o motivo for uma cláusula abusiva no contrato, que faz o consumidor pagar a comissão.

Além disso, a nova regra vale somente para pedidos feitos contra a construtora ou incorporadora – não contra a imobiliária que intermediou a venda.

No caso analisado, os compradores cancelaram na Justiça o contrato de compra e venda de um apartamento por causa do atraso na entrega e pediram a devolução de tudo o que pagaram, incluindo a corretagem. Mesmo que depois tenham feito um acordo, o STJ decidiu julgar o tema por ser uma questão importante e repetida em vários processos.

O ministro relator explicou que, como o problema foi causado pela construtora, vale o prazo maior (10 anos), pois se trata de uma responsabilidade contratual e não de um simples enriquecimento sem causa.

Por fim, o STJ definiu que o prazo para pedir a restituição só começa a contar quando a construtora se recusa a devolver o valor, e não desde a assinatura do contrato ou do pagamento da comissão

(Com informações do STJ)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo