Consumidora indenizada em R$ 10 mil após mais de seis tentativas de obter manutenção para seu veículo

Data:

Energisa terá de indenizar motociclista
Créditos: Leszek Kobusinski / Shutterstock.com

Uma consumidora de Santa Teresa deve ser indenizada em R$ 10 mil por danos morais, após mais de seis tentativas infrutíferas de obter a revisão de seu automóvel, que apresentava sérios problemas.

A revendedora do veículo também deve ressarcir a compradora em R$ 2.441,20 por danos materiais, referentes a gastos que a proprietária teve por conta própria, com a manutenção do veículo.

Após 10 mil quilômetros completos, e apresentando diversos problemas, o automóvel foi levado à loja da ré para revisão, quando foi informado à requerente que não seria possível receber o veículo, pois havia muitos carros na fila.

A proprietária do veículo teria feito mais quatro tentativas, sem receber o atendimento, vindo por isso, a registrar um boletim de ocorrência.

Após nova tentativa, o veículo foi aceito, porém, ao chegar quase uma hora após o horário combinado para a retirada do automóvel, a requerente foi informada de que a revisão sequer havia começado, sendo marcada uma nova data para a revisão.

Indignada, a proprietária teria notificado o serviço de atendimento ao consumidor (PROCON), e ao retornar para a revisão na nova data, se deparou com a mesma situação, motivo pelo qual registrou novo boletim de ocorrência.

Segundo a requerente, o veículo teria sofrido pane elétrica total, necessitando ser guinchado, vindo ainda a apresentar problemas na lâmpada de injeção, aumento considerável no consumo do combustível, superaquecimento, vazamento de óleo na caixa de marcha e no motor, entre outros.

Em sua defesa, a requerida contestou as alegações da requerente, afirmando que sempre se dispôs a atendê-la em todos os problemas apresentados pelo produto.

Segundo o magistrado da Vara única de Santa Tereza, a revendedora não poderia se isentar de responsabilidade, pois o veículo não poderia ser fornecido ao consumidor com vícios e defeitos, devendo estar em perfeito estado de uso para o fim a que se destina, o que não ocorreu.

Dessa forma, diante da omissão na prestação dos serviços e da comprovação dos danos materiais, por meio da apresentação de notas, o juiz proferiu sentença favorável à consumidora.

 

Fonte: Tribunal de Justiça do Espírito Santo

Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Concessionária de energia é condenada a indenizar usuária por interrupção no fornecimento

A 33ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de uma concessionária de energia ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma usuária que ficou sem fornecimento de energia elétrica por quatro dias, após fortes chuvas na capital paulista em 2023. A decisão foi proferida pelo juiz Otávio Augusto de Oliveira Franco, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Vila Prudente.

Homem é condenado por incêndio que causou a morte do pai idoso

A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação de um homem pelo crime de incêndio que resultou na morte de seu pai idoso. A decisão, proferida pela Vara Única de Conchal, reduziu a pena para oito anos de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.

Remuneração por combate a incêndio no Porto de Santos deve se limitar ao valor do bem salvo

A 9ª Vara Cível de Santos condenou uma empresa a pagar R$ 2,8 milhões a outra companhia pelos serviços de assistência prestados no combate a um incêndio em terminal localizado no Porto de Santos. O valor foi determinado com base no limite do bem efetivamente salvo durante a operação.

Casal é condenado por expor adolescente a perigo e mantê-lo em cárcere privado após cerimônia com chá de ayahuasca

A 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou a condenação de um casal pelos crimes de sequestro, cárcere privado e exposição ao perigo à saúde ou vida, cometidos contra um adolescente de 16 anos. A decisão, proferida pela juíza Naira Blanco Machado, da 4ª Vara Criminal de São José dos Campos, fixou as penas em dois anos e quatro meses de reclusão e três meses de detenção, substituídas por prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo.