Crimes sexuais contra vulneráveis passam a ser hediondos e inafiançáveis, aprova CCJ

Data:

Crimes sexuais contra vulneráveis passam a ser hediondos e inafiançáveis, aprova CCJ | Juristas
Abused little girl – heartbreaking social campaign photo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3158/25, que amplia o rol de crimes sexuais contra vulneráveis classificados como hediondos e inafiançáveis, além de proibir expressamente a concessão de fiança em casos de pedofilia.

A proposta, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recebeu substitutivo da relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), que estendeu o alcance da medida. O texto aprovado altera o Código de Processo Penal e a Lei dos Crimes Hediondos, incluindo novos delitos sexuais entre os considerados hediondos — o que, por consequência, os torna insuscetíveis de fiança, anistia ou graça.

Crimes incluídos

Entre os crimes do Código Penal que passam a ser enquadrados como hediondos estão:

  • corrupção de menores;
  • satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente; e
  • divulgação de cena de estupro ou pornografia de vulnerável.

No âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a proposta também classifica como hediondos os delitos ligados à pornografia infantil, incluindo:

  • produção, venda, difusão, aquisição ou posse de material pornográfico infantil;
  • simulação de atos sexuais com menores;
  • tráfico internacional de pornografia infantil; e
  • aliciamento sexual de crianças e adolescentes.

Justificativa da relatora

A deputada Bia Kicis destacou que o projeto é uma resposta necessária ao aumento da exploração sexual infantil, especialmente nas plataformas digitais. Ela mencionou a denúncia feita em agosto pelo influenciador Felca, que expôs casos de abuso e exploração de menores na internet.

“A sociedade exige uma resposta firme. Pedófilos são criminosos que alimentam a rede de exploração sexual infantojuvenil e, muitas vezes, também produzem esse conteúdo. A manutenção no cárcere desses indivíduos é indispensável”, afirmou a relatora.

Crimes atualmente inafiançáveis

Hoje, a Constituição Federal e a legislação penal já proíbem a concessão de fiança para crimes de:

  • racismo;
  • tortura;
  • tráfico de drogas;
  • terrorismo;
  • crimes hediondos em geral; e
  • ações de grupos armados contra a ordem constitucional ou o Estado Democrático.

Os crimes hediondos são punidos com maior rigor e não podem ser objeto de anistia, graça ou indulto.

Próximos passos

O projeto segue agora para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado, será encaminhado ao Senado Federal para análise final.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre ilha

A Justiça de Brasília negou pedido de Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O processo continua em andamento.

Maior corretora de criptomoedas do mundo sofre invasão e perde bilhões

A Binance sofreu um ataque hacker que resultou no desvio estimado de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora suspendeu temporariamente os saques, afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos e prometeu cobrir os prejuízos. Empresas do setor conseguiram bloquear parte dos ativos, enquanto as investigações sobre a autoria do ataque continuam.

Presidente do TRF-1 decide em processo envolvendo empresa representada pela própria filha

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região...

OAB-ES demite advogada após divulgação de vídeo com manifestações políticas

A OAB-ES demitiu uma advogada de seu quadro de colaboradores após a divulgação de um vídeo com manifestações políticas gravado nas dependências da instituição. Em nota, a entidade reafirmou seu compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, mas declarou não tolerar manifestações discriminatórias.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo