Criptomoedas: sócios da Braiscompany são condenados a 150 anos de prisão por esquema de R$ 1 bi

Data:

Criptomoedas: sócios da Braiscompany são condenados a 150 anos de prisão por esquema de R$ 1 bi | Juristas
Aachen, Germany -September15, 2017: virtual Cryptocurrencys Ethereum, Bitcoin, Litecoin on a notebook, bitcoin Hype concept image. ideal for websites and magazines layouts

A Justiça Federal emitiu uma sentença condenatória contra o casal proprietário da Braiscompany, um esquema criminoso envolvendo criptomoedas acusado de movimentar ilegalmente mais de R$ 1 bilhão, impondo-lhes uma sentença combinada de aproximadamente 150 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro nacional e a economia popular. Esta decisão está sujeita a recurso.

Com sede em Campina Grande (PB), a Braiscompany angariava fundos de forma ilegal de clientes, prometendo retornos de até 10% ao mês, uma oferta flagrantemente desproporcional ao mercado de renda variável. No final de 2022, a empresa cessou os pagamentos aos investidores, deixando cerca de 20 mil pessoas em prejuízo.

As penas atribuídas pelo juiz federal Vinícius Costa Vidor a Antonio Inacio da Silva Neto e sua esposa Fabricia Farias Campos foram de 88 anos e sete meses, e 61 anos e 11 meses, respectivamente, com a obrigação de inicialmente cumprir a sentença em regime fechado. Além disso, outros oito membros do esquema também foram condenados. Coletivamente, os 10 réus enfrentam uma multa de R$ 377,6 milhões, correspondente aos danos materiais e morais coletivos.

O juiz destacou que as evidências colhidas ao longo da investigação demonstraram que Neto e Fabricia foram os principais arquitetos e beneficiários do esquema fraudulento em questão.

Desde fevereiro de 2022, quando a Braiscompany foi alvo da operação Halving da Polícia Federal, o casal está foragido. A operação recebeu esse nome em referência ao evento que reduz pela metade a emissão de Bitcoin no processo de mineração. Os advogados de defesa não foram encontrados para comentar sobre o assunto. Anteriormente, Neto e Fabricia estiveram envolvidos em questões judiciais relacionadas ao D9 Club de Empreendedores, um esquema fraudulento que utilizava criptomoedas para lesar vítimas.

“Essa decisão judicial representa uma grande vitória para aqueles prejudicados pela Braiscompany. Embora haja possibilidade de recurso para todos os envolvidos, demonstramos que este caso não ficará impune como tantos outros no país”, afirmou Artêmio Picanço, advogado especializado em blockchain e combate a fraudes financeiras, e fundador do Instituto Brasileiro de Prevenção a Golpes Financeiros (IBPGO).

Nos últimos cinco anos, os golpes envolvendo criptomoedas resultaram em perdas de R$ 40 bilhões para pelo menos quatro milhões de brasileiros. Um estudo recente divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostrou que as vítimas de esquemas de pirâmide financeira no Brasil têm uma alta probabilidade de serem enganadas novamente pelos mesmos golpistas.

Com informações do Infomoney.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Meta restringe uso por adolescentes e amplia pressão global sobre redes sociais

A decisão da Meta de restringir o uso de redes sociais por adolescentes nos EUA intensificou a pressão internacional para que plataformas digitais adotem medidas mais eficazes de proteção de crianças e adolescentes. Países como Austrália, Estados Unidos, integrantes da União Europeia e nações asiáticas discutem limites de idade, controle parental, verificação etária e mudanças em recursos que podem estimular o uso excessivo das redes.

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo