PL questiona no STF por decreto do presidente Lula de combate à desinformação reestruturando a AGU

Data:

PL questiona no STF por decreto do presidente Lula de combate à desinformação reestruturando a AGU | Juristas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin em reunião ministerial Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) apresentou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando o Decreto 11.328/2023, emitido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Este decreto reestruturou a Advocacia-Geral da União (AGU) e criou uma Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, responsável por lidar com a desinformação sobre políticas públicas. A ADPF 1093 foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli.

A Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia da AGU foi designada para representar a União em questões relacionadas à desinformação. Entretanto, o Partido Liberal alega que essa medida compromete os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, em particular a liberdade de expressão, de opinião e de imprensa.

PL questiona no STF por decreto do presidente Lula de combate à desinformação reestruturando a AGU | Juristas
Prédio da AGU
03/11/2023 / Brasília-DF
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O partido argumenta que ao atribuir à procuradoria a competência para avaliar o que constitui crítica legítima e o que é “desinformação”, a medida infringe esses direitos.

Para o PL, a única maneira eficaz de avaliar se uma ideia é incorreta e identificar informações imprecisas é permitir uma troca livre, ampla e democrática de opiniões e informações. O partido solicita a concessão de uma liminar para suspender os efeitos do decreto e, no mérito, que o STF declare o dispositivo como inconstitucional.

Raquel Dodge - Supremo Tribunal Federal
Créditos: diegograndi / iStock

Esse questionamento coloca em evidência o debate sobre como o governo deve abordar a desinformação e as críticas a políticas públicas, equilibrando a proteção contra informações falsas com o respeito aos princípios da liberdade de expressão. O STF deverá analisar cuidadosamente a ação à medida que se desenrola o debate sobre essas questões fundamentais.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Feliz Dia do Advogado

Neste 11 de agosto, celebramos advogados e advogadas que dedicam sua atuação à defesa de direitos, à Justiça e à cidadania.Parabéns a todos os profissionais da advocacia!

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo