Brasileiros são acusados de fraude em esquema de criptomoedas que movimentou US$ 62 mi nos EUA

Data:

Brasileiros são acusados de fraude em esquema de criptomoedas que movimentou US$ 62 mi nos EUA | Juristas
Aachen, Germany -September15, 2017: virtual Cryptocurrencys Ethereum, Bitcoin, Litecoin on a notebook, bitcoin Hype concept image. ideal for websites and magazines layouts

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou na última sexta-feira (6) o brasileiro, Luiz Capuci Júnior (44), por supostamente orquestrar um esquema global de fraude de investimento envolvendo criptomoedas. Ele teria movimentado cerca de US$ 62 milhões com o esquema. Ou seja, aproximadamente R$ 314 milhões na cotação atual.

Capuci é CEO da Mining Capital Coin (MCC). De acordo com a acusação, a empresa enganou os investidores sobre o programa de mineração que traria retorno financeiro em criptomoedas. Por meio da empresa sediada em Port St. Lucie, na Flórida, o acusado vendia pacotes de mineração e garantia aos clientes lucros diários de 1% por até um ano. Porém, quando os investidores tentavam liquidar as aplicações, eram informados que, devido a uma falha de cadastramento, deveriam comprar novos pacotes ou perder tudo. Mas o que realmente ocorria, segundo o Departamento de Justiça, é que o brasileiro desviava o dinheiro dos investidores para suas próprias carteiras de criptomoedas.

receita federal
Créditos: Madrolly | iStock

Segundo o procurador-geral assistente Kenneth A. Polite Jr, “As fraudes baseadas em criptomoedas prejudicam os mercados financeiros em todo o mundo. Afinal, os maus atores enganam os investidores e limitam a capacidade de empreendedores legítimos de inovar neste espaço emergente”. Kenneth frisou que o departamento está comprometido em seguir o dinheiro – seja físico ou digital – para expor esquemas criminosos, responsabilizar fraudadores e proteger investidores.

Ainda na sexta-feira, Capuci foi acusado junto a seu sócio, o também brasileiro Emerson Souza Pires, pela Securities Exchange Comission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais nos EUA, por “vendas fraudulentas de planos de investimento chamados pacotes de mineração para milhares de investidores”.

Brasileiros são acusados de fraude em esquema de criptomoedas que movimentou US$ 62 mi nos EUA | Juristas
Créditos: pinglabel / iStock

Segundo a SEC, os dois brasileiros venderam, desde pelo menos janeiro de 2018, pacotes de mineração para 65.535 investidores em todo o mundo e prometeram retornos diários de 1%, pagos semanalmente, por um período de até 52 semanas. Conforme o órgão americano, a empresa dos brasileiros prometeu retorno em Bitcoin aos investidores. Mas depois os réus exigiram que os clientes retirassem seus investimentos em tokens chamados Capital Coin (CPTL), que era a própria criptomoeda da MCC.

No entanto, quando os investidores tentaram liquidar seu CPTL dentro do prazo de 52 semanas, eles “encontraram supostos erros que frustraram seus esforços e foram obrigados a comprar outro pacote de mineração ou perderiam seus investimentos”, explica a SEC.

Capuci é acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de conspiração para cometer fraude eletrônica, conspiração para cometer fraude de valores mobiliários e conspiração para cometer lavagem de dinheiro internacional. Se condenado por todas as acusações, ele enfrenta uma pena total máxima de 45 anos de prisão.

Na SEC, os dois brasileiros são acusados de violar as disposições de registro e antifraude. “A reclamação da SEC busca liminares contra futuras violações da lei de valores mobiliários, restituição de ganhos ilícitos dos réus e penalidades contra Capuci e Pires.

Com informações do IG.


Fique por dentro de tudo que acontece no mundo jurídico no Portal Juristas, siga nas redes sociais: FacebookTwitterInstagram e Linkedin. Adquira seu registro digital e-CPF e e-CNPJ na com a Juristas Certificação Digital, entre em contato conosco por e-mail ou pelo WhatsApp (83) 9 93826000.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Pesquisador usa inteligência artificial para criar malware e tentar extorquir empresas

Relatório da CrowdStrike identificou o malware PhantomRaven, supostamente desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e distribuído por meio de pacotes maliciosos no npm. O código teria sido utilizado para obter credenciais de desenvolvedores e, posteriormente, pressionar empresas com alegações de vulnerabilidades em seus sistemas. Em resposta à ameaça, o npm adotou medidas para restringir a execução automática de comandos durante instalações.

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo