Direito Penal

STJ invalida prova digital após falhas na custódia de celular apreendido

O STJ reconheceu a imprestabilidade de prova digital em ação penal contra magistrado acusado de corrupção passiva. A Quinta Turma entendeu que a falta de lacre de segurança e o bloqueio por senha em celular apreendido impediram nova perícia solicitada pela defesa. Por maioria, o colegiado considerou que a certificação por código hash não afastava o dever estatal de preservar o aparelho e garantir o contraditório e a ampla defesa.

Professor é condenado na Austrália por criar imagens de alunas com inteligência artificial

Professor australiano é condenado a seis anos de prisão após admitir 31 crimes relacionados a material de abuso sexual infantil. A investigação encontrou mais de 53 mil imagens e vídeos em seus dispositivos eletrônicos, incluindo imagens de alunas nuas geradas por inteligência artificial.

TJ-MG mantém condenação por injúria racial contra cliente que chamou garçonete de “chimpanzé”

O TJ-MG manteve a condenação de um cliente por injúria racial contra uma garçonete chamada de “chimpanzé” após repreendê-lo por arremessar uma cadeira. O colegiado considerou consistente o relato da vítima e entendeu que as provas confirmaram o caráter racial da ofensa. A pena de um ano de reclusão, substituída por prestação pecuniária, além de multa e indenização, foi preservada por unanimidade.

Tenente-coronel nega feminicídio de soldado Gisele Alves em depoimento à Justiça

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto negou ter matado a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, durante interrogatório na Justiça paulista. O acusado sustenta a versão de suicídio, contestada por laudo do Instituto de Criminalística. Ele responde por feminicídio e fraude processual. Após as alegações finais das partes, a juíza deverá decidir se o processo será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Tribunal do Júri absolve acusado de matar ex-ator mirim João Rebello na Bahia

O Tribunal do Júri de Porto Seguro absolveu Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, acusado de matar o ex-ator mirim João Rebello, em outubro de 2024, na Bahia. A decisão seguiu o entendimento dos jurados, que consideraram não comprovada a autoria do homicídio. O Ministério Público também pediu a absolvição por insuficiência de provas. A família da vítima poderá recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça da Bahia.

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