Gilmar Mendes mantém prisão de Monique Medeiros e afasta revisão por primeira instância

Data:

Gilmar Mendes mantém prisão de Monique Medeiros e afasta revisão por primeira instância | Juristas
Créditos: loongar | iStock

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou novos recursos da defesa de Monique Medeiros e reafirmou a legalidade de sua prisão preventiva no processo que apura a morte de seu filho, Henry Borel.

A decisão reforça entendimento já firmado pelo ministro em 2023, quando determinou a custódia cautelar da acusada após reforma de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia concedido liberdade à ré. O pedido de prisão foi impulsionado por recurso apresentado por Leniel Borel.

No novo recurso, a defesa sustentou que a prisão deveria ser reavaliada pelo juízo de primeira instância, com base na exigência legal de revisão periódica das medidas cautelares. O argumento, contudo, foi rejeitado. Segundo o relator, a competência para reexame da decisão permanece nas instâncias superiores, especialmente diante da origem da ordem de prisão.

O ministro também destacou que a soltura anterior da acusada ocorreu em contexto específico, após o adiamento do julgamento pelo Tribunal do Júri, motivado pela retirada da defesa de um dos corréus. Para ele, a situação configurou estratégia processual que não invalida os fundamentos da prisão preventiva.

Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior respondem por crimes relacionados à morte da criança, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. A investigação apontou múltiplas lesões no corpo da vítima, incompatíveis com a versão inicial apresentada pelos acusados.

Na mesma decisão, Gilmar Mendes rejeitou o pedido para que fosse concedido prazo para apresentação voluntária da ré, bem como a definição antecipada do local de custódia. Determinou, entretanto, que a autoridade penitenciária indique unidade adequada para garantir a integridade física da acusada.

O julgamento do caso pelo Tribunal do Júri foi redesignado para maio e permanece pendente.

(Com informações do UOL)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo