Jogadores são alvo de operação que investiga tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro

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jogador de futebol
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Os jogadores de futebol David Corrêa, do Vasco da Gama, e Hayner Cordeiro, do Vila Nova, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a Operação A Tropa, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo. A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.

A operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. As diligências têm como objetivo reunir elementos para esclarecer os fatos investigados e identificar a estrutura e os possíveis integrantes do grupo criminoso.

Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, o nome da operação faz referência à forma como os próprios investigados supostamente se referiam à organização.

No Rio de Janeiro, os mandados relacionados ao jogador David Corrêa foram cumpridos em sua residência e também no Centro de Treinamento do Vasco da Gama. O clube informou, por meio de sua assessoria, que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.

Já em Goiás, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do jogador Hayner Cordeiro e em seu armário pessoal no Centro de Treinamento Vila do Tigre, pertencente ao Vila Nova Futebol Clube.

Em nota, o Vila Nova informou que o atleta afirmou não possuir qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Segundo o clube, Hayner acredita que sua inclusão entre os alvos da medida judicial possa estar relacionada a uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo.

O clube também declarou que o atleta colaborou com as autoridades e se colocou à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. Até o momento, segundo a nota, Hayner continua exercendo normalmente suas atividades profissionais.

As investigações também buscam esclarecer possíveis conexões entre integrantes da organização criminosa, empresários e atletas profissionais. No Rio de Janeiro, a ação contou com a participação da Polícia Civil fluminense, por meio da 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, além de unidades especializadas.

No Espírito Santo, cerca de 100 policiais civis participaram da operação, com apoio de equipes especializadas e de outras forças de segurança. A Polícia Civil de Goiás também informou ter prestado apoio operacional à ação coordenada pela Polícia Civil do Espírito Santo.

A operação permanece em andamento. Até o momento, não há informação de denúncia formal contra os jogadores mencionados, e as investigações seguem para apurar a eventual participação dos alvos nos crimes investigados.

(Com informações da Agência Brasil por Alana Gandra)

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