Juiz nega medida protetiva a advogada contra delegado por ausência de requisitos legais

Data:

Tutela provisória mantém maiores de 18 anos em medida socioeducativa
Créditos: Sebastian Duda / Shutterstock.com

O juiz plantonista Samuel João Martins indeferiu o pedido de medida protetiva formulado pela advogada Áricka Rosália Alves da Cunha contra o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, de Cocalzinho de Goiás. A decisão foi fundamentada na ausência, em análise preliminar, dos requisitos legais necessários para a concessão da medida.

O caso teve início após a prisão em flagrante da advogada, ocorrida em 15 de abril de 2026, dentro de seu escritório. O episódio ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram a atuação policial com uso de força considerada excessiva pela defesa, incluindo o uso de algemas e armamento ostensivo, o que gerou questionamentos sobre possível abuso de autoridade.

Após a ocorrência, a advogada relatou ter desenvolvido transtorno do pânico e afirmou ter sido alvo de novas condutas atribuídas ao delegado, como ameaças de nova prisão e suposto monitoramento de sua residência por drones. Com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil e da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Goiás, ela ingressou com pedido de medidas protetivas para resguardar sua integridade física e psicológica.

Entre as providências solicitadas estavam a proibição de aproximação, a suspensão do porte de arma, a vedação de contato por qualquer meio e a proibição de vigilância por dispositivos eletrônicos.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que, neste momento inicial, não há elementos suficientes que caracterizem violência baseada em gênero ou vínculo que permita a aplicação da Lei Maria da Penha. Também destacou que as alegações posteriores — como o suposto monitoramento — não apresentaram lastro mínimo capaz de justificar a concessão imediata das medidas cautelares.

O juiz ressaltou ainda que os fatos centrais estão relacionados à legalidade da prisão em flagrante, questão que será analisada pelo juízo competente. Assim, considerou não haver justificativa para ampliar as medidas neste momento.

Apesar do indeferimento liminar, foi determinada a oitiva do delegado no prazo de 24 horas, bem como a manifestação da Secretaria de Segurança Pública de Goiás e do Ministério Público, mantendo a apuração dos fatos em andamento.

(Com informações do Juri News)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo