Justiça afasta presidente do Vasco da gestão da SAF e nomeia interventora judicial

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Créditos: twobee / shutterstock.com

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento de Pedro Paulo de Oliveira, o Pedrinho, da presidência do Conselho de Administração da Vasco SAF (Sociedade Anônima do Futebol), bem como dos conselheiros Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias. A decisão foi proferida pela juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial da Capital.

A medida, no entanto, não alcança a presidência do Clube de Regatas Vasco da Gama, cargo que continua sendo exercido por Pedrinho. O afastamento restringe-se à administração da SAF.

A decisão atende a pedido formulado pela empresa 777 Carioca LLC, antiga administradora da Vasco SAF.

Intervenção judicial

Para assumir a administração da sociedade, a magistrada nomeou como gestora e interventora judicial a advogada Samantha Mendes Longo, profissional com atuação em recuperação judicial e experiência na área jurídica do futebol, tendo integrado a diretoria jurídica da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A interventora deverá informar, no prazo de 48 horas, se aceita a nomeação. Até essa manifestação, a administração provisória ficará a cargo da administradora judicial Adriana Campos Conrado Zamponi.

Auditoria e falhas de governança

Na mesma decisão, a juíza determinou a realização de auditoria para apurar os fatos apontados pelo Conselho Fiscal da Vasco SAF.

Segundo a magistrada, o Conselho de Administração deixou de atender a solicitações de informações formuladas pelo órgão fiscalizador, comprometendo a transparência e os mecanismos de controle interno da sociedade.

O parecer constante dos autos indica que o Conselho de Administração teve cerca de um ano para adotar medidas destinadas ao fortalecimento da governança corporativa, sem que as irregularidades fossem sanadas.

Irregularidades apontadas

Ao fundamentar a decisão, a juíza também levou em consideração as alegações da 777 Carioca LLC de que, desde março de 2025, a Vasco SAF não possui diretor financeiro formalmente nomeado.

A empresa sustentou ainda que a sociedade realizou investimentos próximos de R$ 100 milhões na contratação de atletas, apesar de apresentar patrimônio líquido negativo, inclusive após a aprovação do plano de recuperação judicial.

Entre as irregularidades destacadas na decisão estão a ausência de convocação de assembleia geral para apreciação das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2024, a não disponibilização das atas das assembleias e das reuniões do Conselho de Administração realizadas em 2025, bem como a falta de informações detalhadas sobre as contratações do futebol profissional e a inexistência de indicação formal de diretor financeiro.

Diante desse cenário, a magistrada concluiu pela necessidade de intervenção judicial para assegurar a regularidade da gestão e a preservação da governança da Vasco SAF.

(Com informações da Agência Brasil por Douglas Corrêa)

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