Justiça condena DF por falhas no atendimento médico que levou à morte de paciente

Data:

Justiça condena DF por falhas no atendimento médico que levou à morte de paciente | Juristas
Créditos: Andrey_Popov/Shutterstock.com

A 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu, por maioria, manter a condenação do Distrito Federal (DF) a pagar indenização por danos morais à viúva e à filha de um homem que faleceu após cair de um viaduto e não receber o devido tratamento dos serviços de saúde pública. Além disso, o réu deverá indenizar a viúva da vítima por morte.

No dia 22 de janeiro de 2018, o homem, de 60 anos, sofreu uma queda em um viaduto. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrê-lo e, após atendimento, o conduziu ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com indicação de Urgência Cirúrgica devido aos traumas e sangramento nasal. No entanto, após ser transferido para a Unidade de Clínica Médica do hospital, o paciente ficou sem receber atendimento adequado por um longo período, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória e falecendo no mesmo dia.

plano de saúde
Créditos: sudok1 | iStock

A família alegou negligência e imperícia dos médicos e do Estado, responsabilizando o DF pelos danos causados. Em sua defesa, o Distrito Federal argumentou que o paciente recebeu atendimento regular e que todos os protocolos médicos foram seguidos corretamente.

Entretanto, na análise do desembargador relator, a perícia médica realizada no processo criminal apontou falhas no atendimento e estabeleceu um nexo direto entre a conduta dos profissionais de saúde e o óbito do paciente. O magistrado observou que informações sobre a queda do viaduto foram repassadas à equipe médica, destacando a necessidade de cuidados adicionais.

Diante disso, a Turma Cível concluiu que houve comprovação do dano e do nexo causal, confirmando a responsabilidade do DF pelos danos causados. Dessa forma, fixou a indenização por danos morais no valor total de R$ 100 mil, a ser dividido igualmente entre a viúva e a filha. Além disso, determinou o pagamento de pensão civil mensal à viúva, correspondente a 2/3 dos rendimentos da vítima, até o momento em que ela completaria 72,8 anos ou até o falecimento da beneficiária, o que ocorrer primeiro.

O relator ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de manter o valor da indenização e da pensão, destacando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto à acumulação das pensões, considerando suas naturezas distintas.

Com informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Notícias, modelos de petição e de documentos, artigos, colunas, entrevistas e muito mais: tenha tudo isso na palma da sua mão, entrando em nossa comunidade gratuita no WhatsApp.

Basta clicar aqui: https://bit.ly/zapjuristas

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministério da Justiça abre processo administrativo contra site de revenda de ingressos por supostas irregularidades

A Senacon instaurou processo administrativo contra a Viagogo por suspeita de induzir consumidores a acreditar que a plataforma é um canal oficial de venda de ingressos. O órgão determinou que o site informe de forma clara que atua na revenda de ingressos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A investigação também apura possíveis falhas na identificação de vendedores, rastreabilidade das operações e práticas relacionadas ao cambismo digital.

STJ decide que perdas e danos em substituição à adjudicação compulsória não prescrevem

A Terceira Turma do STJ decidiu que a indenização por perdas e danos decorrente da impossibilidade de outorga da escritura definitiva em ação de adjudicação compulsória não está sujeita à prescrição. O colegiado entendeu que a reparação substitui a obrigação original de transferir o imóvel e, por isso, mantém a mesma natureza imprescritível da pretensão à adjudicação compulsória.

Recuperação judicial exige equilíbrio para preservar empresas e credores, diz Marcello Perino

A recuperação judicial é um mecanismo importante para preservar empresas viáveis, mas deve ser conduzida com equilíbrio entre a continuidade da atividade econômica e a proteção dos credores. Para Marcello Perino, a adoção de critérios técnicos e a análise rigorosa da viabilidade dos planos são essenciais para garantir a efetividade do processo e a segurança jurídica.

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo