Justiça libera blogueiro a chamar Fluminense de “Tapetense”

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Mantida indenização de R$ 5 mil por ofensa racista em estádio de futebol
Créditos: twobee / shutterstock.com

O Fluminense Football Club foi derrotado no Tribunal de Justiça de São Paulo – TJSP, em sentença publicada na última quarta-feira (10),  juiz Tom Alexandre Brandão, da 2ª Vara Civel de São Paulo absolveu o blogueiro do processo movido contra o “Blog do Paulinho” pelo uso da palavra “Tapetense”, em referência ao clube.

O clube Carioca entrou com um processo em março de 2017 contra Paulo Cezar de Andrade Prado, que havia publicado em seu blog, uma forte crítica ao clube. A postagem, em resumo, criticava uma suposta postura antiética do clube autor, mais precisamente a concessão de férias antecipadas ao jogadores no curso do campeonato brasileiro daquele ano, o que poderia influenciar a disputa nos jogos finais pelas equipes que lutavam contra o rebaixamento. O clube alegou que o réu ultrapassou os limites da liberdade de imprensa e de opinião, mais especificamente quando se refere à instituição como “tapetense”. Na ação, o time pedia indenização de R$ 50 mil.

Segundo o juiz a história do time foi manchada pelo episódio referido na matéria, mais precisamente o acesso direto à Série A do Campeonato Brasileiro por um time que havia disputado (e vencido) a Série C no ano anterior. Ele frisou que, “Nesse passo, a alcunha utilizada pelo réu “Tapetense” deve ser compreendida no contexto de exercício legítimo de crítica à organização do futebol nacional, que houve por bem permitir a ascensão do clube autor da Série C diretamente para a Série A”.

O magistrado complementou dizendo que “Bem faria o clube autor se lutasse por regras mais transparentes e justas no futebol nacional, ao invés de insurgir-se contra quem critica as distorções no cenário esportivo”.

Com informações do UOL e TJSP.

 

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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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