Motociclista será indenizado por acidente com caminhão na GO-060

Data:

Motociclista será indenizado por acidente com caminhão na GO-060
Créditos: Alexander Kirch / Shutterstock.com

Elza Brandão de Lima e Silas Pires Lima terão de indenizar, solidariamente, Robson Oliveira Borges em R$ 6 mil por danos morais e R$ 8 mil por danos estéticos, além de pagar mensalmente 50% do valor do salário mínimo até que ele complete 65 anos. Robson e Silas se envolveram em um acidente de trânsito, na GO-060, sentido Goiânia Trindade. Ele conduzia uma moto na faixa da esquerda, quando Silas virou o caminhão para entrar no retorno e bateram.

A decisão, unânime, é da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que manteve sentença da comarca da Capital. Foi relator o desembargador Olavo Junqueira de Andrade.

Segundo consta dos autos, em 03 de março de 2013, por volta da 21 horas, Robson Oliveira conduzia sua moto no quilômetro 3, da GO-060, na terceira faixa da rodovia, para quem vai fazer conversão em retorno. No momento em que Silas, que seguia na segunda faixa, contornou o caminhão, sem sinalizar, o motociclista bateu na lateral do veículo, o que lhe causou graves lesões.

Testemunhas arroladas no processo, e que estavam em um ponto de ônibus próximo ao local, informaram que o motorista do caminhão só viu o motociclista após ter sido avisado. Robson sofreu lesões gravíssimas, como luxação no ombro esquerdo e lesão no abdome, que o impossibilitaram de exercer atividades laborais. Por isso, ajuizou ação na comarca de Goiânia requerendo indenização por danos morais, estéticos e pensionamento.

Em primeiro grau, o juiz José Ricardo M. Machado, da 6ª Vara Cível da comarca da Capital, condenou Silas e Elza Brandão, que era dona do veículo, a pagarem, solidariamente, os danos causados ao motociclista e a pensão mensal vitalícia de meio salário mínimo, até que ele complete 65 anos.

Inconformados com a sentença, Silas e Elza interpuseram apelação cível pretendendo a minoração da indenização e o não pagamento da pensão mensal, pois, segundo eles, não ficou comprovada a inaptidão física de Robson.

O desembargador-relator salientou que a ausência de provas quanto à inaptidão física do motociclista para o exercício de atividade laboral não é causa para exclusão da responsabilidade dos apelantes de indenizarem Robson. Olavo Junqueira, ressaltou, também, que “a responsabilidade civil somente pode ser excluída quando o agente tiver agido sob ato ilícito, o que não foi o caso”. Por isso, segundo afirmou, a decisão do magistrado de primeiro grau não merece ser alterada. (Texto: João Messias – Estagiário do Centro de Comunicação Social do TJGO)

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás – TJGO

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Wilson Roberto
Wilson Robertohttp://www.wilsonroberto.com.br
Empreendedor Jurídico, bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Paraíba, MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, professor, palestrante, empresário, Bacharel em Direito pelo Unipê, especialista e mestre em Direito Internacional pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Foi doutorando em Direito Empresarial pela mesma Universidade. Autor de livros e artigos.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo