PJe reforça segurança e permite identificação de assistentes de advogados com autenticação em dois fatores

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Direito e Justiça
Créditos: AerialMike / Depositphotos

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reforçou seu compromisso com a segurança digital e a eficiência na atuação profissional, destacando que o Processo Judicial Eletrônico (PJe) agora possibilita a identificação de assistentes de advogados vinculados a um mesmo profissional. Essa funcionalidade pode ser utilizada mesmo após a implantação da autenticação em dois fatores (2FA), em vigor desde 3 de novembro.

A nova etapa de autenticação adiciona uma camada extra de proteção às credenciais de acesso, dificultando o uso indevido de tokens e certificados digitais.

Riscos do compartilhamento de credenciais

O compartilhamento de senhas, tokens ou certificados digitais compromete a integridade dos sistemas judiciais e representa violação às políticas de segurança da informação e ao sigilo profissional. Essa prática pode facilitar o uso indevido de dados sensíveis, fraudes processuais e adulteração de informações, afetando a confiança nos sistemas eletrônicos da Justiça.

O 2FA foi desenvolvido justamente para evitar acessos indevidos, garantindo que cada ação registrada no sistema seja atribuída ao verdadeiro autor.

Apoio seguro na rotina jurídica

O cadastro de assistentes de advogados no PJe é uma alternativa segura para o suporte técnico e administrativo nos escritórios de advocacia. Com essa ferramenta, colaboradores autorizados podem consultar processos, expedientes e preparar minutas de petições, sem a necessidade de compartilhar credenciais pessoais.

As funções sensíveis, como assinatura eletrônica e ciência de intimações, permanecem exclusivas do advogado titular, preservando a segurança e a rastreabilidade das ações executadas.

Segurança digital fortalecida

A autenticação em dois fatores (2FA) faz parte do conjunto de medidas adotadas pelo CNJ para proteger o ecossistema digital da Justiça e prevenir fraudes, como o chamado golpe do falso advogado.

Com o 2FA, o acesso é confirmado em duas etapas, aumentando significativamente a segurança e garantindo que apenas o titular da credencial possa realizar ações críticas no sistema. Essa medida reforça a transparência, a confiabilidade e a responsabilidade no uso das plataformas eletrônicas do Poder Judiciário.

(Com informações da Agência CNJ de Notícias)

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