Polícia prende suspeitos de golpe do falso advogado e fraude digital em processos judiciais

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A man in a black suit loosening his tie
Photo by Ben Rosett on Unsplash

Uma operação conjunta da Polícia Civil de São José do Rio Preto e da Ordem dos Advogados do Brasil prendeu suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por aplicar o golpe do “falso advogado”, que teria movimentado mais de R$ 10 milhões em fraudes digitais envolvendo processos judiciais.

A ação foi realizada na manhã desta terça-feira (19) e cumpriu dez mandados de prisão temporária, além de 15 mandados de busca e apreensão na capital paulista e no litoral do estado. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e valores para possível ressarcimento das vítimas.

De acordo com as investigações, o grupo atuou entre outubro do ano passado e abril deste ano utilizando indevidamente nomes de advogados, informações reais de processos e falsas decisões judiciais para enganar vítimas em diferentes regiões do estado de São Paulo.

Os criminosos entravam em contato com as vítimas por telefone ou mensagens, simulando a atuação de escritórios de advocacia e exigindo pagamentos sob a justificativa de liberação de valores supostamente ganhos em ações judiciais. Em alguns casos, as abordagens eram reforçadas com o uso de dados reais e até tecnologia de reprodução de voz para aumentar a credibilidade do golpe.

As apurações indicam que pelo menos uma das suspeitas teria movimentado cerca de R$ 3 milhões individualmente. Até o momento, foram identificadas ao menos 12 vítimas no noroeste paulista, incluindo cidades como Novo Horizonte, Paulínia e Bauru. Em um dos casos, um morador de São José do Rio Preto perdeu aproximadamente R$ 35 mil.

Segundo a Polícia Civil, o número total de vítimas pode ser maior, já que nem todos os casos foram registrados. Os investigados podem responder por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Paralelamente, outra operação também foi realizada na capital paulista contra suspeitos de participação no chamado “golpe da mão fantasma”, esquema que envolve o controle remoto de celulares para acesso a contas bancárias das vítimas e realização de transferências indevidas.

Na ação, policiais apreenderam celulares e documentos, e três pessoas foram conduzidas para prestar depoimento. As investigações apontam que o grupo utilizava ligações falsas em nome de instituições financeiras para induzir vítimas a instalar aplicativos de acesso remoto, permitindo o controle total dos dispositivos.

As autoridades alertam para que usuários não instalem aplicativos indicados por telefone e desconfiem de contatos que solicitem senhas, códigos ou acesso a dispositivos pessoais.

(Com informações do G1)

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