Projeto de lei propõe obrigatoriedade de advogado em ações de pensão alimentícia desde o ajuizamento

Data:

justiça - pensão
Crédito:Pattanaphong Khuankaew/istock.

Encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4.469/2024, que estabelece a obrigatoriedade de representação por advogado ou defensor público em ações de pensão alimentícia desde o início do processo. A proposta altera a Lei de Alimentos (Lei nº 5.478/1968), que atualmente admite, em determinadas situações, o ajuizamento da demanda pelo próprio credor.

Pelo texto apresentado, deixa de existir a possibilidade de o credor de alimentos — como filhos, ex-cônjuges ou pessoas idosas — ingressar em juízo sem assistência técnica. A iniciativa determina que toda a atuação processual ocorra por meio de profissional habilitado, incluindo o acompanhamento em audiências de conciliação e de instrução, bem como o recebimento das intimações, que passarão a ser dirigidas exclusivamente ao representante legal da parte.

A autora do projeto, deputada Soraya Santos (PL-RJ), sustenta que as demandas alimentares possuem elevada complexidade jurídica e impacto direto sobre direitos fundamentais, especialmente quando envolvem crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo a parlamentar, a ausência de assistência jurídica adequada pode comprometer o exercício do contraditório e da ampla defesa, prejudicando a formação de decisões equitativas.

A deputada também destaca que a Lei de Alimentos é anterior ao Código de Processo Civil de 2015, o qual passou a exigir a presença de advogado ou defensor público em audiências de conciliação, frequentemente realizadas nesse tipo de ação. Para a autora, a atualização legislativa é necessária para harmonizar a norma especial com o atual sistema processual.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas Comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso aprovada, seguirá para deliberação do Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias por Janary Júnior)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Justiça concede liminar e permite funcionamento temporário de casa de aposta

Justiça Federal em São Paulo concede liminar que permite à Stake Brazil continuar operando até 25 de outubro de 2026. A decisão considera a necessidade de observar um prazo de transição antes da suspensão das atividades.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo