STJ revoga prisão preventiva de desembargadora investigada na Operação Faroeste

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Superior Tribunal de Justiça - STJPor decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, foi revogada a prisão preventiva da desembargadora Lígia Maria Cunha Lima, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), alvo da Operação Faroeste – investigação sobre o suposto esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano.

O magistrado atendeu ao requerimento da defesa, que pedia a revisão da medida cautelar, determinando o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de saída da comarca da residência.

Presa preventivamente em dezembro de 2020, Lígia Cunha é acusada de receber R$ 1,7 milhão em propina por vendas de sentenças no TJBA, como apontou a representação da Procuradoria-Geral da República. Em janeiro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou a denúncia contra a desembargadora, magistrados da Corte baiana, empresários, advogados e servidores públicos que estariam envolvidos no esquema criminoso.

Ao analisar o pedido de revisão, o ministro afirmou que seria necessário adequar a medida aplicada à desembargadora levando em consideração a gravidade do caso. “Entendo que a prisão preventiva – marcada pela subsidiariedade (art. 282, § 6º, do CPP) – pode ser substituída por outras medidas cautelares listadas no art. 319 do CPP, algumas das quais já em vigor”, avaliou Fernandes. “Diante do exposto, procedo à revisão determinada pelo art. 316, parágrafo único, do CPP, e, no presente momento, revogo a prisão preventiva de Lígia Maria Ramos Cunha Lima, sem prejuízo de nova decretação se sobrevierem razões que a justifiquem”, determinou o relator.

Com informações do UOL.


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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