Supermercado é condenado a indenizar consumidor por venda de carne estragada

Data:

saúde do trabalho
Créditos: Dragos Cojocari | iStock

A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a sentença da 1ª Vara Cível da Comarca de Varginha que determinou a indenização de R$ 10 mil a um consumidor que adquiriu e ingeriu carne imprópria para consumo em um supermercado.

O caso ocorreu em fevereiro de 2025, quando o cliente comprou uma peça de pernil sem osso que estava estragada. Após consumi-la, apresentou sintomas de intoxicação alimentar. Ao buscar atendimento médico, foi constatada a presença de bactéria responsável pelo mal-estar.

O consumidor registrou reclamação formal na Vigilância Sanitária municipal, levando a embalagem com o produto suspeito, e em seguida acionou a Justiça, obtendo decisão favorável.

O supermercado recorreu, alegando ausência de prova de que o produto causou a intoxicação, argumentando que o mal-estar poderia ter relação com outros alimentos, reações alérgicas ou virose.

No julgamento, o relator, desembargador José de Carvalho Barbosa, rejeitou os argumentos da empresa, destacando que o conjunto de provas — comprovante de compra, ficha médica, protocolo da Vigilância Sanitária e fotografias do produto — comprovava a responsabilidade do supermercado.

“Entendo que o fato de o autor ter adquirido e consumido produto impróprio, tendo sua saúde exposta a risco, lhe dá direito à indenização por dano moral”, afirmou o relator.

Os desembargadores Newton Teixeira Carvalho e Lúcio Eduardo de Brito acompanharam o voto do relator, mantendo a condenação.

Acórdão nº 1.0000.25.260506-8/001.

(Com informações do TJMG)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Copa do Mundo impulsiona apostas esportivas, mas setor enfrenta pressão por regras mais rígidas sobre publicidade

A Copa do Mundo impulsionou o mercado brasileiro de apostas esportivas, registrando aumento expressivo no número de apostas e no volume de transações. Apesar do crescimento, o setor não atingiu as projeções esperadas e passou a enfrentar maior pressão por regras mais rígidas para a publicidade das bets. O governo federal reforçou normas sobre propaganda, enquanto órgãos públicos e entidades civis discutem novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo