TCC sobre violência de gênero e cobertura midiática de casos criminais recebe nota máxima

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TCC sobre violência de gênero e cobertura midiática de casos criminais recebe nota máxima | Juristas
Créditos: Billion Photos/Shutterstock.com

A estudante de Direito Clara Emilly de Souza, de 22 anos, ganhou destaque nas redes sociais após divulgar o tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado “Antes Elize do que Eliza: A violência de gênero e a escandalização midiática do processo penal nos casos Elize Matsunaga e Eliza Samudio”. O trabalho recebeu nota máxima da banca avaliadora.

O estudo foi desenvolvido na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e analisa dois dos casos criminais de maior repercussão no Brasil, buscando discutir não apenas os crimes, mas também a forma como a violência de gênero e os processos penais envolvendo mulheres são retratados pela mídia.

Um dos casos analisados é o de Elize Matsunaga, condenada pela morte e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Matsunaga, ocorrido em São Paulo, em 2012. Inicialmente, ela recebeu pena de 19 anos e 11 meses de prisão e deixou o sistema prisional em 2022.

O segundo caso é o de Eliza Samudio, modelo e atriz que desapareceu em 2010. O episódio resultou na condenação de envolvidos pelo crime e teve ampla repercussão nacional, especialmente em razão da violência contra a mulher e da dimensão midiática assumida pelo processo.

Ao colocar os dois episódios lado a lado, o TCC busca discutir como a imprensa constrói narrativas sobre mulheres envolvidas em crimes de grande repercussão e de que maneira fatores relacionados ao gênero podem influenciar a percepção pública sobre vítimas, acusadas e condenadas.

O título do trabalho também chamou atenção nas redes sociais pela comparação entre os nomes de Elize Matsunaga e Eliza Samudio, propondo uma reflexão sobre a maneira como diferentes personagens femininas são apresentadas e julgadas socialmente a partir da cobertura jornalística de seus casos.

A pesquisa evidencia, ainda, a importância do debate sobre os limites da exposição midiática de processos criminais e sobre os impactos que a cobertura jornalística pode produzir na formação da opinião pública.

(Com informações do UOL por Beatriz Gomes)

 

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