TJ-MT determina que construtoras paguem aluguel provisório devido a imóvel inabitável

Data:

Imóvel alugado
Imagem ilustrativa – Créditos: Michał Chodyra / iStock

A 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu, por unanimidade, que duas empresas imobiliárias devem arcar com aluguel provisório para uma compradora que enfrenta problemas estruturais graves no imóvel adquirido.

Segundo o processo, desde que recebeu o apartamento, em abril de 2024, a moradora convive com infiltrações, mofo e alagamentos recorrentes. Durante oito meses, ela buscou solução administrativa para os defeitos, sem sucesso. Imagens e vídeos anexados ao autos apontam insalubridade e risco à saúde dos ocupantes. Em primeira instância, a autora já havia obtido decisão favorável.

As construtoras recorreram alegando que os reparos foram realizados dentro do prazo contratual e contestando a existência de danos persistentes. Sustentaram ainda que o pagamento do aluguel caracterizaria enriquecimento ilícito da proprietária.

Defeitos persistem

Relator do recurso, o desembargador Dirceu dos Santos afirmou que a documentação apresentada pela consumidora comprova a continuidade dos problemas, comprometendo a habitabilidade do imóvel. Para ele, as intervenções mencionadas pelas empresas ocorreram apenas após o início da controvérsia e não demonstram solução definitiva.

O colegiado também afastou a alegação de má-fé da autora, observando que um áudio apresentado pelas construtoras não tinha identificação de voz e foi considerado inidôneo como prova.

Os desembargadores concluíram que há probabilidade do direito e risco de dano, requisitos suficientes para manter a tutela anteriormente concedida. Destacaram ainda que a obrigação de custear aluguel provisório não é irreversível, pois os valores podem ser restituídos caso o pedido principal seja rejeitado ao final da ação.

Processo 1030221-92.2025.8.11.0000

(Com informações do ConJur)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Bruno Dantas formaliza renúncia ao cargo de ministro do TCU e abre caminho para indicação de Rodrigo Pacheco

O ministro Bruno Dantas formalizou sua renúncia ao cargo no Tribunal de Contas da União (TCU), com saída prevista para 9 de setembro. A vaga, destinada à indicação do Senado Federal, deverá ser disputada politicamente e o nome de Rodrigo Pacheco ganhou força para assumir o posto. A mudança ocorre em meio à reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e às articulações do Congresso antes das eleições de 2026.

Governo cria regras para combater cambismo digital e ampliar proteção de consumidores em eventos

O governo federal regulamentou a venda, a revenda e a transferência de ingressos pela internet com medidas destinadas a combater o cambismo digital, ampliar a transparência e proteger direitos dos consumidores. A regulamentação estabelece regras para filas, meia-entrada, taxas, revenda, transferência e reembolso. Outro decreto determina a disponibilização gratuita de água potável em eventos culturais, com regras específicas para eventos com mais de mil pessoas.

Tribunal do Júri condena corintiano por matar esposa palmeirense após discussão

O Tribunal do Júri condenou o empresário Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, ocorrida em 2021. A vítima foi atingida por oito golpes de faca após uma discussão relacionada à rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Os jurados reconheceram o feminicídio, o emprego de meio cruel e o aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença dos filhos do casal. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Júri condena homem acusado de orquestrar assassinato do rapper Tupac Shakur

Resumo: Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi considerado culpado por um júri de Las Vegas por participação no assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996. A acusação sustentou que Davis organizou a ação e estava no veículo de onde partiram os disparos, enquanto a defesa questionou a existência de provas independentes. Davis poderá ser condenado à prisão perpétua, e o caso ainda poderá ser objeto de recursos

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo