TJ-SP condena mulher por ocultar paternidade biológica de filhos registrados pelo ex-companheiro

Data:

oficialização
Créditos: Jacoblund | iStock

A 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve parcialmente a decisão da 5ª Vara Cível de Bauru que reconheceu a responsabilidade de uma mulher pela ocultação da verdadeira paternidade biológica de dois filhos registrados pelo ex-companheiro durante a união estável. O colegiado, no entanto, reduziu o valor da indenização por danos morais para R$ 10 mil.

De acordo com os autos, após o término do relacionamento, a mulher formalizou casamento com outro homem, com quem já mantinha vínculo extraconjugal. Durante ação de retificação de registro civil envolvendo uma das filhas, exame de DNA confirmou que o atual marido é o pai biológico. Diante da revelação, o autor realizou exame em relação ao outro filho e igualmente constatou não ser o genitor.

Ao analisar o caso, o relator, desembargador Mario Chiuvite Júnior, entendeu estar configurado ato ilícito passível de indenização. Segundo ele, o autor realizou os registros de nascimento confiando na relação afetiva e na presunção de paternidade, sem ter conhecimento de qualquer dúvida relevante. O magistrado destacou que a omissão da ré quanto à verdade biológica violou os deveres de lealdade e boa-fé inerentes à união estável.

Ainda conforme o voto, a conduta resultou em lesão aos direitos da personalidade do autor, especialmente no que diz respeito à honra subjetiva e à frustração do projeto de paternidade. A decisão foi unânime, com a participação dos desembargadores João Pazine Neto e Donegá Morandini.

(Com informações do TJ-SP)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Governo bloqueia acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e BPC às plataformas de apostas online

O Ministério da Fazenda bloqueou o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC às plataformas de apostas online, em cumprimento à decisão do STF que proíbe a utilização de recursos de programas sociais em jogos de azar. Além do bloqueio automático, o governo disponibiliza um sistema de autoexclusão, que já conta com mais de 925 mil usuários, embora especialistas apontem que a medida não impede apostas em plataformas clandestinas.

OpenAI lança GPT-5.6 com novos recursos de inteligência artificial e amplia debate sobre segurança e uso profissional

A OpenAI lançou o GPT-5.6, nova geração de inteligência artificial com versões voltadas para alto desempenho, uso cotidiano e menor custo. O lançamento foi precedido por discussões sobre segurança cibernética e veio acompanhado de novos recursos do ChatGPT, incluindo ferramentas de agente de IA capazes de executar tarefas em aplicativos conectados. A evolução da tecnologia amplia o debate sobre regulamentação, proteção de dados e responsabilidade no uso de sistemas inteligentes.

Governo cria novas regras para publicidade de bets e exige alertas sobre riscos de dependência

O Ministério da Fazenda estabeleceu novas regras para publicidade de apostas online, obrigando anúncios de bets a exibirem alertas sobre riscos de dependência e proibindo campanhas que apresentem apostas como investimento, fonte de renda ou forma de enriquecimento. A regulamentação também restringe a atuação de influenciadores e prevê multas de até 20% do faturamento das empresas em caso de descumprimento.

STF determina apreensão de passaporte de publicitário investigado em caso envolvendo Banco Master

O ministro André Mendonça, do STF, determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, investigado em inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A medida foi adotada após operação da Polícia Federal que apreendeu equipamentos eletrônicos do investigado. A defesa nega qualquer prática ilegal e afirma que a atuação profissional de Miranda sempre respeitou a legislação e as instituições.