TJ-SP mantém condenação por registro civil indevido de filha de terceiro

Data:

família
Créditos: Light Field Studios | iStock

A 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em parte, a sentença da 2ª Vara de Adamantina que condenou um homem pelo registro civil indevido de filha de outra pessoa. A pena foi ajustada para dois anos, oito meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

De acordo com os autos, após o nascimento da criança, a mãe retomou convivência com o réu, então preso e não genitor biológico da menor. O condenado assinou o termo de reconhecimento de paternidade com o objetivo de registrar a criança em seu nome, sem motivação altruística.

A relatora, desembargadora Cecilia Frazão, afastou a aplicação do perdão judicial e da forma privilegiada do crime, prevista para condutas motivadas por nobreza de caráter. Segundo a magistrada, o réu agiu deliberadamente, movido por interesse próprio – assegurar visitas na unidade prisional – e não para proteção da criança. Não houve sofrimento relevante da menor ou situação excepcional que justificasse mitigação da pena.

Também foi rejeitada a alegação de coação moral por parte da mãe, que teria supostamente ameaçado não visitar o réu na prisão, por não ter sido demonstrada ameaça atual, séria e inevitável capaz de comprometer a liberdade de autodeterminação do condenado.

A decisão foi unânime.

(Com informações do TJSP)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo