TRF1 mantém sentença que excluiu candidata suspeita de fraude em concurso

Data:

chave universal
Créditos: Artisteer | iStock

A 12ª Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu manter a sentença que excluiu uma candidata do concurso público para Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União, após suspeitas de fraude durante a realização da prova.

A apelante contestou a decisão, argumentando que sua exclusão se baseou apenas em análises de probabilidade, desconsiderando o laudo pericial elaborado por um perito designado pelo juízo. Ela afirmou ainda que, mesmo diante de uma denúncia anônima, o procedimento administrativo instaurado não garantiu seu direito à ampla defesa e ao contraditório, como previsto na Constituição. Além disso, ressaltou que não foi flagrada portando equipamentos eletrônicos ou tentando se comunicar durante as provas.

O relator do caso, juiz federal convocado Pablo Baldivieso, ao examinar os autos, constatou que a suspensão temporária dos candidatos suspeitos de irregularidades foi realizada após a identificação de grupos com respostas semelhantes, tanto em acertos quanto em erros, durante a primeira fase do certame. Um procedimento administrativo foi iniciado para investigar os fatos de acordo com os princípios da Lei 9.784/99, não configurando a exclusão da candidata como uma medida arbitrária.

A candidata fazia parte de um grupo de 28 concorrentes que apresentaram coincidências em mais de 70% das respostas, tanto corretas quanto incorretas. Segundo uma Nota Técnica elaborada sobre o assunto, a probabilidade de tantos candidatos errarem as mesmas questões de forma idêntica é extremamente baixa, o que fortalece a suspeita de irregularidades.

Diante do material probatório apresentado, o magistrado concluiu que não houve ilegalidade na exclusão da apelante do certame. O voto foi acompanhado pelo Colegiado do TRF1.

Com informações do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Pesquisador usa inteligência artificial para criar malware e tentar extorquir empresas

Relatório da CrowdStrike identificou o malware PhantomRaven, supostamente desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e distribuído por meio de pacotes maliciosos no npm. O código teria sido utilizado para obter credenciais de desenvolvedores e, posteriormente, pressionar empresas com alegações de vulnerabilidades em seus sistemas. Em resposta à ameaça, o npm adotou medidas para restringir a execução automática de comandos durante instalações.

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo