
Uma sessão do Tribunal do Júri realizada em Cuiabá (MT) foi marcada por um episódio de tensão e troca de provocações entre a defesa e o Ministério Público durante a oitiva de testemunhas. O desentendimento começou quando a defesa explicava aos jurados a linha de perguntas que seria adotada na inquirição das testemunhas, com o objetivo de contextualizar os fatos para o Conselho de Sentença.
Durante a exposição, o representante do Ministério Público interrompeu e questionou objetivamente qual seria a pergunta, criticando a condução da fala e afirmando que a defesa estaria atuando como uma espécie de “comentadora” das próprias perguntas. A intervenção gerou reação imediata da defesa, que afirmou estar apenas exercendo sua função de forma técnica e respeitosa, sem extrapolar os limites da atuação profissional, e pediu que não houvesse adjetivações pessoais.
O clima de tensão aumentou quando o Ministério Público mencionou o acompanhamento de publicações da defesa em redes sociais relacionadas ao julgamento. A observação foi respondida com ironia pelo advogado, que comentou o fato de ser seguido nas redes e fez referência ao uso de seus perfis virtuais, enquanto a acusação respondeu de forma breve, sem ampliar a discussão.
O episódio ocorreu durante o julgamento de um caso que envolve um investigador da Polícia Civil acusado de envolvimento na morte de um policial militar, fato ocorrido em abril de 2023, em Cuiabá. Ao longo da sessão, foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, incluindo agentes da Polícia Civil e pessoas que presenciaram o episódio.
(Com informações do Migalhas)
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