TRT-1 autoriza privatização de distribuidoras da Eletrobras

Data:

TRT-1 autoriza privatização de distribuidoras da Eletrobras | Juristas
Créditos: Eletrobras | Divulgação

O presidente do TRT1 cassou a liminar da própria corte que suspendeu a privatização de distribuidoras da Eletrobras até a apresentação de estudo de impacto sobre os trabalhadores do setor.

A 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro havia atendido aos pedidos dos sindicatos da categoria nas empresas de distribuição e estabeleceu prazo de 90 dias para a entrega do estudo.

A desembargadora Giselle Bondim Lopes Ribeiro citou a Constituição e manteve a suspensão da privatização por 90 dias ao afirmar que é preciso apresentar um relatório que mostra o impacto dessa decisão nos contratos de trabalho.

Porém, o presidente, além de questionar a competência da 49ª Vara para o caso, já que as distribuidoras que serão vendidas não estão localizadas no estado, argumentou que ainda não é possível falar em ameaças aos direitos trabalhistas dos empregados da Eletrobras, já que não houve publicação do edital de privatização e que a CLT prevê a preservação dos direitos trabalhistas em casos de transferência de controle de empresas.

privatização
Créditos: BCFC | iStock

O advogado da defesa afirmou que a suspensão da liminar pelo presidente deveria ser utilizada em casos excepcionalíssimos (comprovada e grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas), o que para ele não é o caso. Ele entende que a decisão é uma “carta em branco para o governo privatizar o setor elétrico, sem fundamentos jurídicos para tanto”. (Com informações do Consultor Jurídico.)

Suspensão de Liminar 0002121-22.2018.5.01.0000

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo