TST define que greve contra privatização de estatal é abusiva

Data:

Para o TST, o protesto não é uma causa trabalhista.

privatização estatal
Créditos: Michał Chodyra | iStock

A SDC, do Tribunal Superior do Trabalho decidiu, que greve contra privatização é abusiva e pode gerar desconto nos salários dos trabalhadores que pararem para protestar.

O voto vencedor foi o do ministro Ives Gandra Martins Filho, que abriu divergência defendendo que as greves não podem ter objetivos políticos, que não se relacionam com as relações de trabalho. O protesto contra a privatização de estatais não é uma causa trabalhista.

O relator, ministro Maurício Godinho, entendeu que tais greves são pela manutenção dos empregos e, não políticas. Para ele, “existem normas da OIT que dizem o mesmo, não podendo ser entendido o contrário”. Ele ficou vencido.

A discussão se originou da greve que atingiu a Eletrobras em junho de 2018. Na época, foi anunciado avanço das negociações para a privatização da estatal. A legalidade da greve, de acordo com a empresa, poderia gerar a paralisação de 24 mil funcionários.

Isso resultaria em problemas no abastecimento de energia no país inteiro, já que a empresa possui 47 hidrelétricas, 114 termelétricas, 69 usinas eólicas e duas usinas nucleares, 70 mil km de linhas de transmissão e 10% do mercado de distribuição.

Os grevistas pretendiam barrar a tramitação de projetos que tratem da privatização da Eletrobras (Projeto de Lei 9.463/18, Decreto 9.188/2017 e PL 1917/2015). (Com informações do Consultor Jurídico.)

1000418-66.2018.5.0000

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo