USP divulga nota em defesa de professor detido nos EUA por disparo de chumbinho próximo a sinagoga

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Créditos: stockce | iStock

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) emitiu nota pública em defesa do professor Carlos Portugal Gouvêa, docente da instituição e professor visitante na Universidade Harvard, detido na cidade de Brookline, Massachusetts (EUA), após ser flagrado disparando com uma arma de chumbinho nas proximidades de uma sinagoga.

Posição da USP

Na manifestação, a Faculdade afirmou repudiar as “insinuações maldosas e distorcidas” em torno do episódio e classificou como “desproporcionais” as interpretações que relacionaram a conduta a eventual motivação antissemita. Ressaltou ainda que a própria sinagoga vizinha ao local dos disparos afastou essa hipótese.

A nota destacou que o professor mantém vínculos familiares e afinidades com a comunidade judaica, bem como trajetória acadêmica pautada pela competência técnica, dedicação à pesquisa e defesa dos direitos humanos.

Harvard afasta docente

A Universidade de Harvard, por sua vez, decidiu pelo afastamento do professor visitante brasileiro, justificando a medida como necessária enquanto busca “entender melhor” as circunstâncias do caso. A decisão foi divulgada inicialmente pelo jornal universitário The Harvard Crimson e confirmada ao portal UOL.

Pronunciamento da sinagoga

Em nota à imprensa, a Congregação Beth Zion (TBZ) informou que os protocolos de segurança foram acionados imediatamente após o episódio e que ninguém ficou ferido. A liderança da comunidade enfatizou que não identificou indícios de motivação antissemita, agradecendo aos agentes de segurança pela pronta atuação.

Dinâmica do episódio

De acordo com o portal Brookline.news, os disparos ocorreram em 4 de outubro, véspera do Yom Kippur, uma das datas mais sagradas do calendário judaico. Funcionários da sinagoga acionaram a polícia após observarem o professor manuseando a arma de chumbinho em direção ao templo.

Na delegacia, Gouvêa relatou que os disparos não tinham como alvo a sinagoga, mas sim a tentativa de eliminar ratos em sua residência, localizada ao lado da instituição religiosa. O professor foi liberado, mas responderá a processo judicial.

Apesar da gravidade da conduta — descrita pela própria sinagoga como perigosa em razão da concentração de pessoas no local —, a direção da Beth Zion afirmou “não ter motivos para acreditar” que o incidente tenha sido motivado por antissemitismo.

(Com informações do UOL)

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