Ação na Justiça pede que Facebook pague multa por vazamento de dados

Data:

A Associação Civil SOS Consumidor propôs uma ação civil pública contra o Facebook em decorrência do vazamento de dados de usuários brasileiros.

Em março de 2018, foi noticiado ao redor do mundo o vazamento de dados pessoais e perfis de comportamento de mais de 87 milhões de pessoas conectadas à rede social. Os dados teriam sido entregues à Cambridge Analytica, consultoria que utilizou tais informações para o marketing de seu negócios e marketing político.

O fato foi confirmado por Mark Zuckerberg, criador, representante legal e executivo chefe do Facebook.

Perante o Congresso dos EUA, ele assumiu seu erro acerca do vazamento dos dados e pediu desculpas públicas.

No Brasil, estima-se que cerca de 443 mil usuários tiveram seus dados violados. Conforme os dados constantes na inicial, a Associação afirma que somente os usuários brasileiros dão ao Facebook um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão por ano.

A estimativa dos representantes da autora da ação é que o valor da multa seja de 5%, o que corresponderia a R$ 75 milhões.

Diante dos fatos, a entidade solicita o pagamento de uma alta multa por danos morais coletivos. Os valores elevanos cumpririam a finalidade punitiva da indenização, evitando que o problema volte a ocorrer.

Em caso de procedência da demanda, a Associação solicita que o valor da indenização seja revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

Apesar de não ter sido citado no caso, o Facebook se dispôs a prestar os esclarecimentos necessários, afirmando que nada é mais importante do que a proteção da privacidade.

 

Fonte: Folha de São Paulo

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

1 COMENTÁRIO

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo