STF confirma validade da lei que regula créditos de ICMS

Data:

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade da Lei Complementar (LC 102/2000) que estabeleceu regras mais restritivas para o aproveitamento de créditos de ICMS derivados de operações com mercadorias destinadas a ativo permanente, energia elétrica e comunicações. A decisão foi proferida durante o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 2325, 2383 e 2571), encerrado na última sessão virtual em 20 de novembro.

TJSP decidiu que ICMS sobre software por download é matéria legal e não constitucional
Créditos: Jirapong Manustrong | iStock

A LC alvo das ações, autoriza o parcelamento em 48 meses do abatimento do ICMS referente à aquisição de ativo permanente por parte das empresas. As confederações representativas da indústria, comércio e transporte – CNI, CNC e CNT, respectivamente – contestaram a norma, alegando que ela violaria o princípio constitucional da não cumulatividade, uma vez que a demora na obtenção do crédito resultaria em prejuízos para o contribuinte.

Entretanto, por unanimidade, o Plenário do STF acompanhou o entendimento do ministro André Mendonça de que a lei não viola o princípio da não cumulatividade. O ministro fundamentou sua decisão em precedentes que destacam a expressa previsão na Constituição Federal quanto ao direito dos contribuintes de compensar créditos decorrentes de ICMS.

STF confirma validade da lei que regula créditos de ICMS | Juristas
Ministro André Mendonça STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF (05/04/2022)

Mendonça ressaltou ainda que a Constituição delegou às leis complementares a competência para regulamentar a matéria, concluindo que o diferimento da compensação de créditos de ICMS para bens adquiridos não viola a Constituição.

a decisão do STF traz clareza jurídica sobre a legislação que disciplina o aproveitamento de créditos de ICMS, proporcionando segurança jurídica aos contribuintes e estabelecendo parâmetros para a aplicação da norma.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF) .


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo