Aplicativo de hospedagem de cães é condenado a indenizar por fuga de animal, decide turma recursal de SC

Data:

Modelo de Contrato
Créditos: Bigandt / Depositphotos

A 1ª Turma Recursal de Santa Catarina confirmou uma sentença condenatória e estabeleceu que um aplicativo intermediador de hospedagem de cães deve indenizar por danos morais os donos em situações de fuga dos animais durante o período de hospedagem.

A ação teve como autora a tutora de uma cadelinha idosa, resgatada de maus-tratos. Por meio do aplicativo, ela contratou o serviço de hospedagem na casa de um dos anfitriões cadastrados na plataforma. A tutora deixou o animal na residência do anfitrião, em Criciúma (SC), enquanto partia para uma viagem familiar a Canela (RS). No entanto, algumas horas depois, foi notificada da fuga da cachorrinha, que só foi encontrada sete dias depois.

Aplicativo de hospedagem de cães é condenado a indenizar por fuga de animal, decide turma recursal de SC | Juristas
Cães Depositphotos -Autor: damedeeso

A empresa responsável pelo aplicativo foi condenada a indenizar a tutora em R$ 5 mil por danos morais, além de R$ 916,36 por danos materiais referentes à estadia em hotel em Canela, que não foi utilizada pela tutora, que retornou para procurar sua cachorra. A empresa também foi condenada a pagar R$ 60 referentes à estadia na casa do anfitrião.

No recurso (5033237-04.2022.8.24.0008), a empresa argumentou que não teria responsabilidade pelo ocorrido, destacando que prestou auxílio financeiro durante as buscas, impulsionou postagens em redes sociais, contratou carro de som, produziu panfletos e utilizou drones.

O relator do recurso na 1ª Turma Recursal manteve a sentença inicial por seus próprios méritos, reforçando a responsabilidade da plataforma em casos de danos causados durante o serviço de hospedagem. A decisão foi unânime entre os membros do órgão julgador.

Com informações do Conjur .


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

AGU pede à Justiça que Discord adote medidas de proteção a mulheres, crianças e adolescentes

A AGU pediu novamente à Justiça Federal que determine ao Discord a adoção de medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet. O órgão considerou insuficiente a proposta de conciliação apresentada pela plataforma e afirmou que as medidas sugeridas não seriam capazes de solucionar, com a urgência necessária, as falhas apontadas pelo governo. A ação civil pública também pede R$ 500 milhões por danos morais coletivos.

Leitura de livros contribui para remição de pena de Robinho; entenda como funciona o benefício

A leitura de “Tristão e Isolda”, “Capitães da Areia” e “A Invenção de Hugo Cabret” foi considerada no processo de remição da pena de Robinho. A legislação brasileira permite a redução do tempo de prisão por meio da leitura, estudo e trabalho, desde que cumpridos os requisitos estabelecidos na execução penal. A Resolução nº 391/2021 do CNJ prevê quatro dias de remição para cada obra literária validada, com limite de até 48 dias por período de 12 meses.

Justiça Federal determina que AGU comprove requisitos para representação judicial de Janja

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a AGU apresente, em 15 dias, documentos que comprovem a base legal e administrativa utilizada para representar Janja em ação popular que questiona gastos públicos com viagens internacionais. A magistrada ainda não concluiu pela irregularidade da representação e aguarda os documentos para avaliar a questão.

Justiça do Trabalho proíbe Rico Melquíades de praticar assédio eleitoral contra empregados

A Justiça do Trabalho determinou que o influenciador Rico Melquíades não pratique assédio eleitoral contra seus empregados. A decisão prevê multa de R$ 300 mil por infração e trabalhador prejudicado em caso de descumprimento. O MPT-AL também ajuizou ação civil pública com pedidos relacionados à liberdade política dos trabalhadores e indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo