STF atende pedido do estado de Goiás e permite cumprimento do teto de gastos

Data:

Supremo Tribunal Federal - STF
Créditos: diegograndi / iStock

Em uma decisão favorável ao Estado de Goiás, o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu um pedido que possibilita a exclusão das despesas com saúde e educação para o cálculo do limite de gastos, conforme estabelecido pela Lei Complementar nº 156/2016. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, concedeu a decisão nesta quarta-feira (27/03) em uma Ação Cível Originária (ACO).

Essa determinação permitirá que o Estado de Goiás deduza as despesas com saúde e educação do cálculo do limite de gastos, o que terá impacto positivo no cumprimento do teto de gastos referente ao ano de 2023.

STF atende pedido do estado de Goiás e permite cumprimento do teto de gastos | Juristas
Foto: Acervo Procuradoria-Geral do Estado – Governo de Goiás

A argumentação apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) foi levada em consideração pelo ministro Gilmar Mendes. A PGE-GO destacou a queda na arrecadação estadual de Goiás, decorrente das mudanças promovidas pelas Leis Complementares nº 192 e 194 de 2022, que afetaram a arrecadação do ICMS em operações envolvendo combustíveis, energia elétrica e serviços de comunicações.

Com essa decisão, o Estado de Goiás poderá deduzir do teto o montante repassado, compensado ou abatido pela União devido às alterações introduzidas pelas Leis Complementares nº 192 e 194. Isso inclui os valores compensados aos entes subnacionais pela diminuição da arrecadação estadual decorrente dessas leis.

O procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, que representou o Estado na ação, ressaltou que a decisão do STF reconhece o desequilíbrio causado pela União, especialmente no que diz respeito aos gastos com saúde e educação. Ele explicou que a exclusão dessas despesas do cálculo do limite de gastos permitirá ao Estado de Goiás ajustar seus gastos de acordo com as mudanças fiscais impostas pela União.

Arruda enfatizou que a decisão do STF corrigiu uma distorção que poderia penalizar injustamente o Estado de Goiás por ter realizado gastos sociais acima do mínimo constitucional, devido às mudanças repentinas na arrecadação e nas despesas obrigatórias, decorrentes de medidas unilaterais da União.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Notícias, modelos de petição e de documentos, artigos, colunas, entrevistas e muito mais: tenha tudo isso na palma da sua mão, entrando em nossa comunidade gratuita no WhatsApp.

Basta clicar aqui: https://bit.ly/zapjuristas

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo