
O 4º Juizado Especial Cível de Brasília condenou Manuel Vitorino Jorge Menezes Lisa, de 75 anos, ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais ao árbitro Marcello Rudá, de 34 anos, após uma agressão física durante a final do 21º Torneio de Futebol Society Veterano da Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac), no Setor de Clubes Sul, em Brasília. A decisão foi proferida pela juíza Oriana Piske e publicada no Diário da Justiça em 22 de outubro de 2026.
Ao analisar o caso, a magistrada rejeitou os argumentos apresentados pela defesa, que tentou atribuir o episódio a um tumulto generalizado durante a partida. Segundo a juíza, as imagens anexadas ao processo demonstraram que o homem se dirigiu ao árbitro e o agrediu voluntariamente, afastando a hipótese de contato acidental ou de envolvimento em uma confusão coletiva.
Na decisão, Oriana Piske destacou que o registro audiovisual confirmou a versão apresentada pela vítima e demonstrou que a conduta ultrapassou os limites de uma discussão esportiva. A magistrada também considerou o boletim de ocorrência, que relatou um soco contra o árbitro, seguido de ameaça verbal e de um gesto que simulava uma arma de fogo. Além disso, a própria defesa reconheceu que o réu entrou em campo durante o tumulto.
A agressão ocorreu em 4 de julho de 2026, durante o intervalo entre o encerramento do tempo regulamentar e o início da prorrogação da partida final do torneio. Na ocasião, o árbitro exercia suas funções quando foi atingido pelo agressor. Após o episódio, a Asbac informou que realizaria uma investigação interna, mas, segundo as informações divulgadas pelo Correio Braziliense, não havia tornado público o resultado da apuração até a publicação da notícia.
Em depoimento à Polícia Civil, Manuel confirmou que assistia à partida e que decidiu agredir fisicamente o árbitro por discordar da atuação da arbitragem. Ele também declarou que havia consumido bebidas alcoólicas antes do jogo e utilizado medicamentos para dormir na noite anterior. Segundo sua versão, a combinação dessas substâncias teria provocado confusão mental e contribuído para seu comportamento. O homem reconheceu, ainda, que a agressão não deveria ter ocorrido.
A defesa não informou, até a publicação da notícia, se pretende recorrer da condenação. Questionado sobre a possibilidade de recurso, o advogado Ronaldo Falcão Santoro afirmou que conversaria com o cliente antes de se manifestar.
(Com informações do Correio Braziliense por Roberta Fonseca)
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