
A Alibaba apresentou no domingo, 19, a versão prévia do Qwen3.8-Max, descrito como o modelo mais capaz de sua família de inteligência artificial. Segundo a empresa chinesa, o sistema perde apenas para o Claude Fable 5, da Anthropic, entre os modelos de fronteira do mundo. O anúncio foi feito em publicação da equipe Qwen na rede social X, durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai.
Na divulgação, a companhia posicionou o novo sistema entre os principais modelos disponíveis atualmente, comparável aos grandes sistemas de fronteira e atrás somente do Fable 5.
O que muda no novo modelo
O avanço está no tamanho e no alcance. O modelo tem 2,4 trilhões de parâmetros — medida de complexidade de um sistema de aprendizado de máquina, em que números maiores costumam indicar modelos mais fortes — e é o primeiro da família Qwen acima da marca de 1 trilhão a processar imagens, vídeos e documentos, além de texto. Na prática, o Qwen deixa de ser um motor essencialmente textual para se tornar um sistema multimodal de uso geral, aproximando-se do que as rivais americanas já oferecem.
De acordo com o desenvolvedor Shuai Bai, da equipe Qwen, o novo modelo deve superar o antecessor sobretudo em programação e em tarefas complexas de produtividade, como desenvolvimento completo de software, análise de dados e fluxos de trabalho de escritório.
Como testar e quanto custa
A prévia já está disponível: o Qwen3.8-Max-Preview pode ser acessado pela assinatura Token Plan e pelas plataformas de programação Qoder e QoderWork, a 10% da tarifa padrão durante o período de testes. A Alibaba afirma que vai liberar os pesos do modelo em código aberto em breve — estratégia de pesos abertos que ajudou o Qwen a construir uma das maiores comunidades de desenvolvedores entre as famílias chinesas, em contraste com sistemas fechados como o próprio Fable 5.
A corrida entre os laboratórios chineses
O lançamento tem alvo que vai além dos Estados Unidos da América (EUA). Ele veio dias depois de a Moonshot AI apresentar o Kimi K3, modelo de 2,8 trilhões de parâmetros que, segundo a Bloomberg, sacudiu as ações globais de tecnologia e reformulou a percepção sobre a capacidade da IA chinesa. O momento sugere uma disputa interna, com os laboratórios do país correndo para reivindicar o próximo marco antes dos compatriotas.
O mercado respondeu de imediato: as ações da Alibaba subiram até 5,4% em Hong Kong na segunda-feira, 20, após o anúncio.
(Com informações da Exame)
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