Fim da patente do Ozempic no Brasil abre caminho para genéricos e queda de preços

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Ozempic
Créditos: marcbruxelle / Depositphotosos

A patente da semaglutida, substância presente em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, chega ao fim nesta sexta-feira (20), encerrando a exclusividade de fabricação no Brasil. Com isso, outras farmacêuticas poderão desenvolver e comercializar versões genéricas ou similares, desde que obtenham aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No Brasil, medicamentos considerados inovadores têm proteção de patente por até 20 anos. Durante esse período, a empresa responsável pelo desenvolvimento, neste caso a farmacêutica Novo Nordisk, detém o direito exclusivo de produção e venda. Com o fim desse prazo, outros laboratórios podem produzir alternativas com o mesmo princípio ativo, desde que comprovem segurança e eficácia.

Impacto no mercado e preços

O término da patente tende a aumentar a concorrência no setor farmacêutico. Especialistas afirmam que isso pode reduzir o preço dos medicamentos à base de semaglutida, que atualmente são considerados caros no país. Pela legislação brasileira, os genéricos — identificados apenas pelo nome da substância — devem custar pelo menos 35% menos que o produto de referência.

Estudos indicam que a diferença pode ser ainda maior. Pesquisadores da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Santa Catarina apontam que os genéricos podem custar, em média, 59% menos que os medicamentos originais, enquanto os similares têm preços cerca de 15% inferiores.

Debate sobre acesso no SUS

A redução nos preços também reacende a discussão sobre a disponibilidade desses tratamentos na rede pública. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliou a inclusão da semaglutida e da liraglutida no Sistema Único de Saúde, mas decidiu, naquele momento, não recomendar a medida.

(Com informações do IG Saúde por Arthur Felipe Farias)

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