Destaques

Câmara aprova pena de até 40 anos para homicídio vicário no contexto de violência doméstica

A Câmara dos Deputados aprovou o PL 3880/24, que tipifica o homicídio vicário — assassinato de filhos ou parentes para causar sofrimento à mulher no contexto de violência doméstica — com pena de 20 a 40 anos. O crime será considerado hediondo, com agravantes se cometido na presença da vítima, contra pessoas vulneráveis ou descumprindo medida protetiva. A proposta inclui a violência vicária na Lei Maria da Penha, ampliando a definição de violência doméstica e reforçando proteção institucional às mulheres. O projeto segue para análise do Senado.

Câmara aprova projeto que tipifica “golpe do falso advogado” e endurece combate a fraudes

A Câmara aprovou o Projeto de Lei 4.709/2025, que cria tipificação penal específica para o “golpe do falso advogado”, quando criminosos se passam por advogados ou outros profissionais do Judiciário para obter vantagem ilícita usando dados de processos. O texto prevê reclusão de 4 a 8 anos e multa, com agravantes para advogados que usem credenciais próprias ou de terceiros, prejuízos processuais relevantes ou atuação interestadual. Também criminaliza o uso indevido de credenciais de sistemas judiciais, autoriza bloqueio emergencial de valores e criação de cadastro nacional de estelionatários eletrônicos, além de medidas de prevenção, monitoramento e ações coletivas. O projeto segue agora para análise do Senado.

STJ reconhece legalidade da remoção de canais do YouTube por violação de direitos autorais

O STJ decidiu que é legal a exclusão de canais do YouTube quando há violação de direitos autorais, desde que respeitados a legislação vigente e os termos de uso da plataforma. No caso, o autor usava trechos de transmissões esportivas para comentários, mas a 4ª Turma entendeu que isso configurava infração. A decisão se baseou na legislação de direitos autorais e no Marco Civil da Internet, reconhecendo a legitimidade da remoção de conteúdos ilícitos pela plataforma.

Senado analisa projeto que criminaliza a misoginia como crime de discriminação

O Plenário do Senado analisa o PL 896/2023, que criminaliza a misoginia — definida como ódio ou aversão às mulheres — e a inclui nos crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo. A proposta, da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), já passou pelas comissões de Direitos Humanos e Constituição e Justiça, e retornou para exame de emendas. A relatora, senadora Augusta Brito (PT-CE), definiu misoginia como “conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”, destacando seu potencial de combater práticas discriminatórias, especialmente nas redes sociais.

Câmara analisa sistema de alerta para idosos e pessoas com deficiência desaparecidos

O PL 6242/2025 propõe o Alerta Prata Nacional, sistema de emergência para localizar idosos e pessoas com deficiência desaparecidas, com notificação imediata à população e às autoridades. O alerta será acionado em caso de risco à vida ou comprometimento cognitivo, com divulgação por rádio, TV, painéis eletrônicos, redes sociais e mensagens de celular. O projeto tramita nas comissões de Segurança Pública, Direitos da Pessoa Idosa, Pessoas com Deficiência, Comunicação, Finanças e Constituição

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