
Um adolescente de 17 anos é acusado de matar a mãe e o irmão em Massachusetts, nos Estados Unidos. Segundo a investigação, autoridades encontraram registros de buscas feitas pelo jovem no ChatGPT relacionadas a ideias ou fantasias teóricas sobre matar familiares.
O caso é investigado pelas autoridades do condado de Middlesex. O adolescente foi acusado de dois homicídios pelas mortes da mãe, de 45 anos, e do irmão, de 14. De acordo com a promotoria, os dois foram atacados dentro da residência da família na terça-feira, 11 de agosto.
Após o crime, o adolescente teria deixado o local. Ainda segundo as informações divulgadas no caso, um tutor foi até a residência naquele mesmo dia, mas não conseguiu contato com os moradores.
O pai do adolescente também teria tentado falar com a esposa, sem sucesso, depois de sair para trabalhar. Diante da falta de notícias, ele acionou a polícia, que iniciou as diligências na residência.
Durante a investigação, as autoridades teriam identificado no histórico digital do adolescente consultas realizadas no ChatGPT envolvendo situações hipotéticas relacionadas à morte de familiares. As informações passaram a integrar a apuração sobre as circunstâncias dos homicídios.
A existência das pesquisas, contudo, não significa, por si só, que a ferramenta de inteligência artificial tenha causado ou determinado a prática do crime. O conteúdo digital é um dos elementos considerados na investigação, que deverá analisar o conjunto das circunstâncias e das demais provas reunidas pelas autoridades.
O caso também chama atenção para os desafios jurídicos relacionados ao uso de ferramentas de inteligência artificial por adolescentes e à utilização de registros digitais em investigações criminais. A análise de conversas e pesquisas realizadas em plataformas de IA pode envolver questões relacionadas à obtenção, preservação e utilização de evidências digitais em processos judiciais.
(Com informações do UOL)
Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.
PARTICIPE DO CANAL
Acompanhe o Juristas no Google News
receba as principais notícias jurídicas do Brasil