Brasil e EUA iniciam negociação para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros

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Empresa é responsável por fraude cometida por vendedora em negociacão de veículo
Créditos: Evlakhov Valeriy / Shutterstock.com

Representantes do Brasil e dos Estados Unidos deverão apresentar, no prazo de 30 dias, uma proposta de acordo comercial destinada a evitar a aplicação de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros. O entendimento foi firmado durante reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada na Casa Branca.

O encontro durou mais de três horas e incluiu reuniões no Salão Oval e um almoço oficial. Após a conversa, os dois chefes de Estado destacaram o ambiente de cooperação e cordialidade nas tratativas.

Em declaração na embaixada brasileira, Lula afirmou que defendeu a suspensão integral das tarifas adicionais impostas aos produtos nacionais. Como não houve consenso imediato, os governos decidiram abrir uma rodada de negociações técnicas para discutir possíveis concessões entre os dois países.

Entre os assuntos tratados esteve o interesse dos Estados Unidos nas reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras, matérias-primas consideradas estratégicas para a produção de tecnologias avançadas e para a transição energética global. Segundo Lula, o Congresso Nacional discute atualmente um marco regulatório voltado ao setor, com foco na preservação da soberania nacional sobre esses recursos.

A pauta da segurança pública internacional também foi debatida, especialmente no combate ao crime organizado transnacional. Entretanto, os presidentes não avançaram na proposta norte-americana de classificar facções criminosas como organizações terroristas. Lula defendeu que eventuais estratégias sobre o tema sejam discutidas de forma conjunta entre os países do continente americano.

Durante coletiva de imprensa, o presidente brasileiro explicou que sugeriu uma reunião reservada, sem a presença da imprensa, para permitir maior liberdade nas conversas entre os líderes antes das manifestações públicas.

Apesar de não ter havido assinatura de acordos imediatos, Lula avaliou o encontro como positivo. Donald Trump, por sua vez, afirmou em rede social que a reunião foi “muito produtiva” e elogiou a postura do presidente brasileiro, classificando-o como “dinâmico”.

(Com informações da CBN)

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