Câmara Criminal nega HC a acusado de tentativa de assalto a motorista de transporte alternativo

Data:

Câmara Criminal nega HC a acusado de tentativa de assalto a motorista de transporte alternativo | Juristas
Créditos: BrAt82/shutterstock.com

Por unanimidade, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba negou, nesta terça-feira (17), pedido de Habeas Corpus impetrado pela defesa de Luan Noronha da Silva. Ele é acusado de tentar assaltar o motorista de transporte alternativo entre as cidades de Cabedelo e João Pessoa. A prisão preventiva foi decretada no dia 27 de junho deste ano pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Capital, na audiência de custódia.

O relator do HC nº 0804382-19.2017.8.15.0000 é o desembargador Arnóbio Alves Teodósio. A denegação da ordem foi acompanhada pelo desembargador João Benedito da Silva e o juiz convocado Marcos William de Oliveira.

Conforme relatório, no dia 26 de junho de 2017, por volta das 18h, a vítima Fábio Ferreira Justino encontrava-se trabalhando como motorista de transporte alternativo, quando o acusado solicitou uma viagem entre o Bairro de Intermares até a Capital. Durante o percurso, Luan Noronha anunciou o assalto, rendendo o condutor mediante uso de arma de fogo de fabricação caseira, calibre 12, subtraindo um aparelho celular e a quantia de R$ 28,00.

Ainda de acordo com o relatório, após passar por diversos bairros de João Pessoa, a vítima informou que precisava abastecer o veículo. Todavia, ao chegarem num posto de gasolina, o condutor saiu correndo do carro e começou a gritar que se tratava de um assalto, oportunidade em que o acusado foi preso em flagrante.

A defesa do paciente alegou, em síntese, que o mesmo está sofrendo constrangimento ilegal, uma vez que a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva carece de fundamentação idônea, posto que é genérica. Argumentou, ainda, que Luan Noronha possui condições pessoais favoráveis à concessão da ordem ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. A Procuradoria de Justiça manifestou-se pela denegação da ordem.

Ao negar o pedido do HC, o relator assegurou que não há que se falar em constrangimento ilegal. “Pois, da valoração dos elementos informativos-probantes contidos nos autos, verifica-se dos requisitos legais, justificadores da prisão preventiva”. Ainda segundo o desembargador Arnóbio Teodósio, ao decretar a prisão cautelar, o Juízo de 1º Grau, entre outras coisas, ressaltou a necessidade de garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e assegurar a lei penal.

“Ao que se vê, e contrariamente a tese defensiva ora ventilada nos autos, a decisão sub judice se encontra suficientemente fundamentada com base na garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal, cujo teor se extrai as motivações que levaram a colocação do paciente no cárcere, razão pela qual, não há que se falar em decisão baseada em conjecturas, já que a medida é justificada com argumentos concretos de sua necessidade, na esteira do que vêm decidindo os Tribunais pátrios”, disse o relator.

Quanto as alegações referentes às condições pessoais do acusado, o relator ressaltou que, segundo a doutrina e jurisprudência dos tribunais, “as mesmas não obstam a segregação provisória, nem pode servir de atalho para obtenção automática de um benefício, desde que essa se manifeste necessária nos termos dos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal”

Fonte: Tribunal de Justiça da Paraíba

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Presidente do TRF-1 decide em processo envolvendo empresa representada pela própria filha

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região...

OAB-ES demite advogada após divulgação de vídeo com manifestações políticas

A OAB-ES demitiu uma advogada de seu quadro de colaboradores após a divulgação de um vídeo com manifestações políticas gravado nas dependências da instituição. Em nota, a entidade reafirmou seu compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, mas declarou não tolerar manifestações discriminatórias.

OAB-SP abre processo para escolha de representantes da advocacia no TJ-SP

A OAB-SP publicou o Edital nº 3/2026 para a formação de listas sêxtuplas destinadas ao preenchimento de quatro vagas da advocacia no TJ-SP, pelo Quinto Constitucional. As inscrições ocorrerão entre 23 de novembro e 18 de dezembro de 2026.

Inconsistência contábil sanável não impede processamento da recuperação judicial, decide STJ

A Quarta Turma do STJ manteve o processamento de recuperação judicial mesmo diante de inconsistências contábeis sanáveis, considerando a possibilidade de correção das falhas e o princípio da preservação da empresa.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo