Cliente que teve conta invadida após roubo de celular pede na justiça ressarcimento e indenização pelo Banco do Brasil

Data:

Banco do Brasil deve indenizar cliente por não realizar portabilidade
Créditos: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

Foi encaminhado à Justiça o pedido de tutela antecipada e condenação em danos materiais, por um cliente do Banco do Brasil S/A, que após roubo de seu celular, teve uma quantia indevidamente transferida de sua conta, além de empréstimos feitos em seu nome.

Consta na ação que o autor, no dia 29/09/2021, após jantar em um restaurante, se dirigia para sua residência e ao realizar uma ligação para a família durante o trajeto, teve o celular roubado. Em menos de 14 minutos, ele tentou recuperar o Smartphone por meio do sistema Buscar, mas não obteve êxito, tendo logo em seguida dado o comando para que o seu Iphone fosse totalmente apagado remotamente.

Cliente que teve conta invadida após roubo de celular pede na justiça ressarcimento e indenização pelo Banco do Brasil | Juristas
Phishing, cyber security, online information breach or identity theft crime concept. Hacked phone. Hacker and cellphone with hologram data. Mobile scam, fraud or crime. Cybersecurity infringement.

No outro dia ele recebeu uma ligação de sua gerente do Banco do Brasil, perguntando se as transferências que haviam sido feitas na sua conta tinham sido feitas por ele. Ele respondeu que não, informando a ela que a operação foi mediante fraude e que era para cancelar tudo.

Ela lhe disse que estava em contato com o setor de segurança do Banco em Brasília no telefone e que lhe retornaria. Ao ser questionada sobre o valor das transferências ela informou que às operações somavam R$ 437.115,00. Além disso, ainda foi feito um empréstimo no valor de R$ 124.668,00 (Taxa de juros: 2,39 por mês e IOF: R$ 5.020,63). Ele verificou ainda que duas das parcelas do empréstimo, R$ R$4.009,05 e R$ 3.791,89, inclusive, haviam sido debitadas.

A gerente o orientou a ir na agência, mas também ligar na central de atendimento do banco e informar que aquelas transações não haviam sido feitas por ele. Ele assim procedeu, relatando o fato tanto na agência quanto no contato com a central. No entanto, alguns dias depois recebeu como resposta a reclamação feita em sua central, que a apuração havia sido concluída e o processo julgado como improcedente.

Banco do Brasil é condenado a pagar indenização por demora no atendimento
Créditos: joe1719 / Shutterstock.com

O cliente recorreu diversas vezes à gerência, centrais de atendimento e ouvidoria do banco, não obtendo resposta, decidiu recorrer ao judiciário, buscando a restituição da quantia, além de indenização por danos morais.

Representado pelo advogado Wilson Furtado Roberto, ele pede nos termos do artigo 461 e seguintes do Código de Processo Civil, a concessão da tutela específica para que, liminarmente e sem a citação da ré, seja determinada a restituição do dinheiro transferido indevidamente, no valor de R$437.115,00 , até o final da demanda, bem como o cancelamento do empréstimo, declaração de inexistência de débitos, impedimento de débitos em sua conta bancária e a respectiva devolução em dobro das parcelas indevidamente debitadas.

Cliente que teve conta invadida após roubo de celular pede na justiça ressarcimento e indenização pelo Banco do Brasil | Juristas
Créditos: Larimage/Shutterstock.com

Ele pede ainda a suspensão imediata do débito de toda e qualquer parcela do empréstimo até o final da demanda. O autor também solicita suspensão, no prazo de 24hs, da inclusão de seu nome no rol de maus pagadores em caso de inadimplência resultante do empréstimo fraudulento.


Fique por dentro de tudo que acontece no mundo jurídico no Portal Juristas, siga nas redes sociais: FacebookTwitterInstagram e Linkedin. Participe de nossos grupos no Telegram e WhatsApp. Adquira sua certificação digital e-CPF e e-CNPJ na com a Juristas Certificação Digital, entre em contato conosco por e-mail ou pelo WhatsApp (83) 9 93826000

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJDFT mantém condenação de banco por falha na prevenção ao ‘golpe da maquininha’”

A 2ª Turma Recursal do Distrito Federal manteve a condenação do BRB e da Cartão BRB para ressarcir consumidor vítima do “golpe da maquininha”. O colegiado entendeu que a autenticação por chip e senha não afasta a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por fraudes de terceiros, conforme a Súmula 479 do STJ, especialmente quando há movimentações anormais sem atuação preventiva do banco.

Ministério da Justiça abre processo administrativo contra site de revenda de ingressos por supostas irregularidades

A Senacon instaurou processo administrativo contra a Viagogo por suspeita de induzir consumidores a acreditar que a plataforma é um canal oficial de venda de ingressos. O órgão determinou que o site informe de forma clara que atua na revenda de ingressos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A investigação também apura possíveis falhas na identificação de vendedores, rastreabilidade das operações e práticas relacionadas ao cambismo digital.

STJ decide que perdas e danos em substituição à adjudicação compulsória não prescrevem

A Terceira Turma do STJ decidiu que a indenização por perdas e danos decorrente da impossibilidade de outorga da escritura definitiva em ação de adjudicação compulsória não está sujeita à prescrição. O colegiado entendeu que a reparação substitui a obrigação original de transferir o imóvel e, por isso, mantém a mesma natureza imprescritível da pretensão à adjudicação compulsória.

Recuperação judicial exige equilíbrio para preservar empresas e credores, diz Marcello Perino

A recuperação judicial é um mecanismo importante para preservar empresas viáveis, mas deve ser conduzida com equilíbrio entre a continuidade da atividade econômica e a proteção dos credores. Para Marcello Perino, a adoção de critérios técnicos e a análise rigorosa da viabilidade dos planos são essenciais para garantir a efetividade do processo e a segurança jurídica.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo