CNJ abre prazo para juíza prestar esclarecimentos após fala sobre a OAB

Data:

stf
Créditos: 5second | iStock

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou que a juíza de Direito Mônica Catarina Perri Siqueira preste esclarecimentos no prazo de cinco dias, no âmbito de uma reclamação disciplinar em trâmite no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além disso, a magistrada deve entregar a gravação completa da sessão do Tribunal do Júri da comarca de Cuiabá em que teriam ocorrido os fatos questionados.

O caso

A reclamação disciplinar foi protocolada pela OAB/MT em conjunto com o Conselho Federal da OAB, após uma sessão do Tribunal do Júri realizada em 15 de dezembro. Segundo a entidade, a juíza teria desrespeitado prerrogativas profissionais de advogados presentes e proferido declarações consideradas ofensivas à advocacia.

De acordo com os relatos, membros do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da OAB-MT foram impedidos de acompanhar a sessão e retirados do plenário por determinação da magistrada. Durante o episódio, a juíza teria declarado:

“Que se dane, vocês estão aí só levantando a OAB. Mantenha o respeito. Isso é um absurdo que está acontecendo aqui. Pode retirar os três.”

No dia seguinte, a presidente da OAB/MT, Gisela Cardoso, acompanhada de outros membros da diretoria e advogados, compareceu ao fórum para garantir o acesso ao júri e assegurar o respeito às prerrogativas profissionais. Inicialmente, o grupo foi impedido de entrar no prédio, sendo necessária a intervenção da presidência e da corregedoria do TJ/MT.

A OAB/MT registrou a reclamação disciplinar no CNJ, assinada também pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti. O despacho do corregedor nacional prevê a oitiva da magistrada e a juntada das imagens da sessão como parte da apuração.

Segundo a entidade, a medida visa resguardar a dignidade da advocacia, assegurar o cumprimento das prerrogativas profissionais e garantir o correto funcionamento do sistema de Justiça. A reclamação disciplinar segue em tramitação no CNJ.

(Com informações da  OAB/MT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo