CNJ proíbe TJ-SP de exigir exames ginecológicos para candidatas a juíza aprovadas em concurso público

Data:

O Tribunal de Justiça de São Paulo não poderá mais exigir colpocitologia (Papanicolau) e colposcopia (análise do colo uterino) às candidatas aprovadas em concurso público para o cargo de juíza.

Em decisão dos conselheiros do Conselho Nacional de Justiça, a regra prevista em edital foi derrubada.

A reclamação veio da Defensoria Pública de São Paulo, que alegou que os exames são invasivos, não indicados a mulheres virgens, além de a medida ser discriminatória, uma vez que homens não são submetidos a procedimentos médicos semelhantes.

O TJ-SP manteve a medida mesmo após notificação do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, entendendo que candidatas com câncer ginecológico não estão aptas ao ingresso na magistratura e que possui autonomia na fixação de critérios para seleção de candidatos.

Para André Godinho, conselheiro do CNJ, as condições de saúde da candidata aprovada devem respeitar a razoabilidade e os limites legais, especialmente o princípio da dignidade da pessoa humana, que proíbe a adoção de práticas discriminatórias.

Afirmou ainda que a inserção da mulher no mercado de trabalho deve ser concretizada também em concursos públicos, obedecendo aos princípios constitucionais.

A decisão será encaminhada à Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ, na tentativa de regulamentar o assunto amplamente, para todos os órgãos do Poder Judiciário.

 

PP 0005835-71.2015.2.00.0000

Fonte: Conjur

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJDFT mantém condenação de banco por falha na prevenção ao ‘golpe da maquininha’”

A 2ª Turma Recursal do Distrito Federal manteve a condenação do BRB e da Cartão BRB para ressarcir consumidor vítima do “golpe da maquininha”. O colegiado entendeu que a autenticação por chip e senha não afasta a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por fraudes de terceiros, conforme a Súmula 479 do STJ, especialmente quando há movimentações anormais sem atuação preventiva do banco.

Ministério da Justiça abre processo administrativo contra site de revenda de ingressos por supostas irregularidades

A Senacon instaurou processo administrativo contra a Viagogo por suspeita de induzir consumidores a acreditar que a plataforma é um canal oficial de venda de ingressos. O órgão determinou que o site informe de forma clara que atua na revenda de ingressos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A investigação também apura possíveis falhas na identificação de vendedores, rastreabilidade das operações e práticas relacionadas ao cambismo digital.

STJ decide que perdas e danos em substituição à adjudicação compulsória não prescrevem

A Terceira Turma do STJ decidiu que a indenização por perdas e danos decorrente da impossibilidade de outorga da escritura definitiva em ação de adjudicação compulsória não está sujeita à prescrição. O colegiado entendeu que a reparação substitui a obrigação original de transferir o imóvel e, por isso, mantém a mesma natureza imprescritível da pretensão à adjudicação compulsória.

Recuperação judicial exige equilíbrio para preservar empresas e credores, diz Marcello Perino

A recuperação judicial é um mecanismo importante para preservar empresas viáveis, mas deve ser conduzida com equilíbrio entre a continuidade da atividade econômica e a proteção dos credores. Para Marcello Perino, a adoção de critérios técnicos e a análise rigorosa da viabilidade dos planos são essenciais para garantir a efetividade do processo e a segurança jurídica.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo